Valdemar admite planejamento de golpe no governo Bolsonaro
Presidente do PL afirmou que discutir golpe não deveria ser crime e se irritou ao ser questionado sobre nova tentativa em eventual governo de Flávio
Vicklin Moraes
Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto sorriem em evento do PL | Beto Barata/PL
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu nesta quarta-feira (7) que houve discussões sobre um golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou que o planejamento não deveria ser considerado crime caso a tentativa não tenha sido executada. Ele também defendeu a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Timeline Gaúcha, da Rádio Gaúcha.
“Todos militares que estão presos injustamente. Porque a lei diz o seguinte: você pode planejar um assassinato e, se você não assassinou o camarada e não atacou o camarada, não é crime. Discutiram, mas não deram o golpe. Não deram o golpe”, afirmou.
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Questionado se poderia garantir que não haveria uma nova tentativa de ruptura institucional em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), Valdemar se irritou com a pergunta, elevou o tom de voz e mencionou as consequências enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Sei lá, sei lá… Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro, o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, respondeu.
O presidente do PL também demonstrou confiança na possibilidade de Jair Bolsonaro ser anistiado e deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio, que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno das Eleições 2026 ocorre no dia 25 de outubro.
Valdemar voltou a afirmar que o ex-presidente não ocuparia um cargo formal em uma eventual gestão do filho, mas teria participação política e poderia dar opiniões sobre o governo.
“Eu tô torcendo pro Bolsonaro sair logo dessa situação que ele está. Que ele tenha uma estrutura aqui do nosso lado, aqui no PL Nacional. E que ele, vindo pra cá, venha o povo pra cá. Eu tenho certeza de que ele vai ter que atender essa gente, porque o Bolsonaro é muito bom pra isso. Ele dá muita atenção pro pessoal”, afirmou.
“E o Bolsonaro, logicamente, vai dar opinião no governo, não tenho dúvida disso. Não tenho dúvida disso. Mas não vai fazer parte do governo”, completou.
Valdemar admite planejamento de golpe no governo BolsonaroPresidente do PL afirmou que discutir golpe não deveria ser crime e se irritou ao ser questionado sobre nova tentativa em eventual governo de FlávioPolítica2026-10-07T23:24:42.854ZO presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu nesta quarta-feira (7) que houve discussões sobre um golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou que o planejamento não deveria ser considerado crime caso a tentativa não tenha sido executada. Ele também defendeu a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Timeline Gaúcha, da Rádio Gaúcha. “Todos militares que estão presos injustamente. Porque a lei diz o seguinte: você pode planejar um assassinato e, se você não assassinou o camarada e não atacou o camarada, não é crime. Discutiram, mas não deram o golpe. Não deram o golpe”, afirmou. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Questionado se poderia garantir que não haveria uma nova tentativa de ruptura institucional em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), Valdemar se irritou com a pergunta, elevou o tom de voz e mencionou as consequências enfrentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. “Sei lá, sei lá… Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro, o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, respondeu. O presidente do PL também demonstrou confiança na possibilidade de Jair Bolsonaro ser anistiado e deixar a prisão domiciliar em um eventual governo de Flávio, que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno das Eleições 2026 ocorre no dia 25 de outubro. Valdemar voltou a afirmar que o ex-presidente não ocuparia um cargo formal em uma eventual gestão do filho, mas teria participação política e poderia dar opiniões sobre o governo. “Eu tô torcendo pro Bolsonaro sair logo dessa situação que ele está. Que ele tenha uma estrutura aqui do nosso lado, aqui no PL Nacional. E que ele, vindo pra cá, venha o povo pra cá. Eu tenho certeza de que ele vai ter que atender essa gente, porque o Bolsonaro é muito bom pra isso. Ele dá muita atenção pro pessoal”, afirmou. “E o Bolsonaro, logicamente, vai dar opinião no governo, não tenho dúvida disso. Não tenho dúvida disso. Mas não vai fazer parte do governo”, completou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/valdemar-admite-planejamento-de-golpe-no-governo-bolsonaro
Anúncio foi feito por Marcos Pereira em Brasília, com a presença de Tarcísio de Freitas. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%