TSE tem maioria para exigir à Meta paridade a Lula e Flávio
Ministros seguiram decisão de Marco Bellizze; campanha de Lula acusou big tech de favorecer Flávio Bolsonaro, mas empresa disse que se tratou de erro técnico
SBT News
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília | Divulgação/Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para chancelar a liminar do ministro Marco Aurélio Bellizze que determinou que a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, cumpra regras de tratamento isonômico às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. A multa diária é de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
A decisão de Bellizze foi seguida pelos ministros Floriano Marques de Azevedo, André Mendonça e Estela Aranha.
A medida foi tomada após conteúdos ligados à candidatura de Lula sofrerem restrições de distribuição. A campanha de Lula também alegou que a conta de anúncios foi temporariamente desabilitada e que a empresa não agiu adequadamente contra perfis automatizados e publicações sintéticas.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
O ministro também determinou a análise de 255 perfis e 1.204 publicações mencionados no processo para verificar possíveis sinais de comportamento inautêntico e a identificação de conteúdos sintéticos.
Quais são as regras
Até o fim do segundo turno, a Meta deverá aplicar os mesmos critérios às candidaturas ao reduzir a distribuição de conteúdos, limitar recomendações, restringir buscas ou ajustar métricas. A decisão prevê exceções para políticas públicas aplicadas de forma igual, regras eleitorais e ordens judiciais.
A plataforma ainda deverá suspender anúncios de propaganda eleitoral dirigidos ao público brasileiro que não tenham sido contratados por candidatos, partidos, federações ou coligações, inclusive os pagos ou administrados a partir de contas no exterior. Também terá de apresentar dados sobre anúncios suspensos, alcance, gastos e responsáveis pelos pagamentos.
O que diz a Meta
Em posicionamento divulgado também nesta sexta, a Meta admitiu que uma lacuna nas proteções de sua inteligência artificial permitiu a geração de materiais de campanha favoráveis Flávio, enquanto solicitações semelhantes envolvendo o Lula eram recusadas. A empresa afirmou que identificou e corrigiu a falha no mesmo dia, em 14 de outubro, e negou favorecimento político.
Segundo a Meta, o problema ocorreu porque os sistemas bloqueavam solicitações que mencionavam explicitamente os nomes dos candidatos, mas nem sempre reconheciam referências que combinavam nomes comuns com números eleitorais. Com isso, pedidos que utilizavam o nome "Flávio" acompanhado do número 22 podiam gerar imagens de cartazes de campanha. A mesma brecha permitia a criação de imagens com o nome "Luiz" e o número 13, associado a Lula.
TSE tem maioria para exigir à Meta paridade a Lula e FlávioMinistros seguiram decisão de Marco Bellizze; campanha de Lula acusou big tech de favorecer Flávio Bolsonaro, mas empresa disse que se tratou de erro técnico Política2026-10-16T23:07:49.053ZO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para chancelar a liminar do ministro Marco Aurélio Bellizze que determinou que a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, cumpra regras de tratamento isonômico às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. A multa diária é de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A decisão de Bellizze foi seguida pelos ministros Floriano Marques de Azevedo, André Mendonça e Estela Aranha. A medida foi tomada após conteúdos ligados à candidatura de Lula sofrerem restrições de distribuição. A campanha de Lula também alegou que a conta de anúncios foi temporariamente desabilitada e que a empresa não agiu adequadamente contra perfis automatizados e publicações sintéticas. O ministro também determinou a análise de 255 perfis e 1.204 publicações mencionados no processo para verificar possíveis sinais de comportamento inautêntico e a identificação de conteúdos sintéticos. Quais são as regras Até o fim do segundo turno, a Meta deverá aplicar os mesmos critérios às candidaturas ao reduzir a distribuição de conteúdos, limitar recomendações, restringir buscas ou ajustar métricas. A decisão prevê exceções para políticas públicas aplicadas de forma igual, regras eleitorais e ordens judiciais. A plataforma ainda deverá suspender anúncios de propaganda eleitoral dirigidos ao público brasileiro que não tenham sido contratados por candidatos, partidos, federações ou coligações, inclusive os pagos ou administrados a partir de contas no exterior. Também terá de apresentar dados sobre anúncios suspensos, alcance, gastos e responsáveis pelos pagamentos. O que diz a Meta , a Meta admitiu que uma lacuna nas proteções de sua inteligência artificial permitiu a geração de materiais de campanha favoráveis Flávio, enquanto solicitações semelhantes envolvendo o Lula eram recusadas. A empresa afirmou que identificou e corrigiu a falha no mesmo dia, em 14 de outubro, e negou favorecimento político. Segundo a Meta, o problema ocorreu porque os sistemas bloqueavam solicitações que mencionavam explicitamente os nomes dos candidatos, mas nem sempre reconheciam referências que combinavam nomes comuns com números eleitorais. Com isso, pedidos que utilizavam o nome "Flávio" acompanhado do número 22 podiam gerar imagens de cartazes de campanha. A mesma brecha permitia a criação de imagens com o nome "Luiz" e o número 13, associado a Lula. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tse-tem-maioria-para-exigir-a-meta-paridade-a-lula-e-flavio
Segundo o senador Camilo Santana (PT), a decisão do TSE prova que o alcance da campanha têm sido prejudicado pela dona do Facebook, Instagram e Whatsapp