Política

Tribunal que vai julgar candidatura de Moro é alvo de ataque hacker

Corte Eleitoral do Paraná decidirá se o senador pode ter mandato cassado. Ação cibernética será apurada pela Polícia Federal

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Lis Cappi
22/01/2024, 21:01 • Atualizado em 22/01/2024, 21:01
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Agência Senado

Agência Senado

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que vai julgar a candidatura do senador Sergio Moro (União-PR), foi alvo de um ataque hacker. A ação cometida fez com que o canal do YouTube, que normalmente transmite as sessões da Corte Eleitoral, ficasse fora do ar. O movimento impediu a transmissão da sessão de retomada dos trabalhos de ministros, nesta segunda-feira (22).

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A tentativa de invasão na conta foi divulgada pelo TRE-PR na última sexta-feira (19). E fez com que a plataforma ficasse indisponível durante todo o fim de semana. O tribunal também anunciou um pedido de investigação para que a Polícia Federal apure o ataque cibernético.

O movimento veio na esteira do julgamento de Moro, que deve ter a data confirmada nos próximos dias. A Corte vai analisar duas ações protocoladas por partidos - uma do PL no Paraná e outra da federação PT-PV-PCdoB. As siglas acionaram à Justiça com denúncia de abuso de poder econômico por parte do senador no período das eleições de 2022.

Nos pedidos, os partidos afirmam que Moro fez gastos excessivos antes de oficializar a candidatura ao Senado. O período diz respeito à campanha enquanto ele ainda pretendia se candidatar à Presidência da República. Pelos gastos maiores, as siglas afirmam que houve desequilíbrio na disputa eleitoral. O ex-juiz, e ex-ministro do governo Bolsonaro, gastou com viagens, eventos e outras despesas mais de R$ 4 milhões.

Em dezembro, a Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná deu parecer favorável à cassação do senador. Promotores que analisaram o caso concluíram que houve abuso de poder econômico citado pelos partidos e que o ex-ministro deveria ainda ficar inelegível. À época, Moro disse que as acusações eram “levianas”.

O senador foi procurado para comentar o caso, mas a assessoria do parlamentar afirmou que ele não concederá entrevistas a respeito do tema. O espaço segue aberto para manifestação.

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