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Política

Terceira lista tríplice para relator de processo contra Chiquinho Brazão tem apenas deputados do PT

Conselho de Ética realizou novo sorteio após desistência de parlamentar bolsonarista

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Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ)
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A terceira lista tríplice para definir o relator do processo que pede a cassação do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), anunciada nesta quarta-feira (24), conta apenas com nomes do PT.

Foram sorteados:

  • Jack Rocha (PT-ES);
  • Jorge Solla (PT-BA);
  • Joseildo Ramos (PT-BA).

O Conselho de Ética da Câmara realizou o terceiro sorteio nesta quarta, pois a deputada Rosângela Reis (PL-MG) desistiu de relatar o processo contra Brazão.

Ele está preso há exatamente um mês, pois é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (Psol), em 2018.

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Um destes três parlamentares será escolhido pelo presidente efetivo do Conselho, Leur Lomanto Júnior (União-BA), como relator do processo movido pelo Psol.

O partido alega que Brazão poderia usar o cargo para atrapalhar investigações, além de que a permanência com o título de deputado federal causaria danos à imagem da Casa.

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Defesa preliminar

Durante a sessão desta quarta (24), Chiquinho Brazão participou por videoconferência, pois segue preso no MS. Ele utilizou três minutos como orador para dizer que “provará sua inocência” quanto à denúncia contra ele.

"O que posso falar em minha defesa é que sou inocente e que vou provar. Meus filhos, meus netos, meus irmãos estão sofrendo muito devido à opinião popular. E a palavra de um deputado tem muito alcance. Para resumir, sou inocente e provarei", afirmou.

O caso

Na manhã de 24 de março, a Polícia Federal (PF) prendeu o deputado Chiquinho Brazão, o irmão dele Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do estado, por envolvimento no caso da vereadora, morta em março de 2018.

+ Chiquinho e Domingos Brazão, suspeitos no Caso Marielle, são separados em transferência de Brasília

Eles foram alvo da operação Murder Inc., após a delação de Ronnie Lessa ser homologada no STF, na semana anterior. O deputado, por prerrogativa do cargo, teve prisão preventiva referendada pelo ministro Alexandre de Moraes. Um dia depois, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade (5 votos a 0), confirmar a decisão.

Os irmãos são os suspeitos de serem os mandantes do crime e de tentarem obstruir a investigação. À época, Chiquinho era vereador no Rio. Eles foram separados durante o processo de transferência da Penitenciária Federal em Brasília.

Chiquinho Brazão foi encaminhado para Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, enquanto o irmão foi para Porto Velho, em Rondônia. Rivaldo Barbosa, também suspeito de obstruir as investigações, permanece na capital federal.

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