STJ decide que militares não podem ser afastados por serem transexuais
Entendimento atende ação da Defensoria Pública da União, que denunciou práticas discriminatórias nas Forças Armadas
Camila Stucaluc
Forças Armadas do Brasil | Flickr
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, na quarta-feira (12), que militares das Forças Armadas não podem ser afastados apenas por serem transexuais ou por estarem em transição de gênero. A Corte também determinou que militares trans têm direito ao uso do nome social nas comunicações e documentos internos, visando refletir sua identidade de gênero.
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A decisão atende uma ação movida pela Defensoria Pública da União (DPU), que denunciou práticas discriminatórias contra servidores públicos transexuais, sobretudo nas Forças Armadas. Segundo o órgão, esses militares foram obrigados a tirar licenças médicas e até mesmo se aposentar compulsoriamente em razão de suas identidades de gênero.
O Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2) já havia definido que não deveria haver afastamentos fundados apenas na transição de gênero e que as Forças Armadas reconhecessem o nome sexual de militares trans.
A União recorreu da decisão ao STJ, alegando que o ingresso na Marinha, no Exército e na Aeronáutica ocorre conforme o gênero. Sustentou, ainda, que os afastamentos seriam motivados por necessidades de tratamento de saúde, baseadas em perícias médicas que constataram sofrimentos psíquicos, sem que houvesse relação direta com a transexualidade.
Os argumentos foram rejeitados pelo STJ, que manteve o entendimento do TRF-2. "A condição de transgênero ou a transição de gênero não configura, por si só, incapacidade ou doença para fins de serviço militar, sendo vedada a instauração de processo de reforma compulsória ou o licenciamento ex officio fundamentados exclusivamente na identidade de gênero do militar", escreveu o relator do caso na Corte, ministro Teodoro da Silva Santos.
Como a decisão foi fruto de um processo de Incidente de Assunção de Competência (IAC), o entendimento do STJ tem repercussão nacional. Isso significa que a decisão passa a valer como referência obrigatória para todos os juízes e tribunais do país, que deverão seguir o mesmo posicionamento da Corte em casos similares.
STJ decide que militares não podem ser afastados por serem transexuaisEntendimento atende ação da Defensoria Pública da União, que denunciou práticas discriminatórias nas Forças ArmadasPolítica2025-11-13T04:38:00.000ZO Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, na quarta-feira (12), que militares das Forças Armadas não podem ser afastados apenas por serem transexuais ou por estarem em transição de gênero. A Corte também determinou que militares trans têm direito ao uso do nome social nas comunicações e documentos internos, visando refletir sua identidade de gênero. A decisão atende uma ação movida pela Defensoria Pública da União (DPU), que denunciou práticas discriminatórias contra servidores públicos transexuais, sobretudo nas Forças Armadas. Segundo o órgão, esses militares foram obrigados a tirar licenças médicas e até mesmo se aposentar compulsoriamente em razão de suas identidades de gênero. O Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2) já havia definido que não deveria haver afastamentos fundados apenas na transição de gênero e que as Forças Armadas reconhecessem o nome sexual de militares trans. A União recorreu da decisão ao STJ, alegando que o ingresso na Marinha, no Exército e na Aeronáutica ocorre conforme o gênero. Sustentou, ainda, que os afastamentos seriam motivados por necessidades de tratamento de saúde, baseadas em perícias médicas que constataram sofrimentos psíquicos, sem que houvesse relação direta com a transexualidade. Os argumentos foram rejeitados pelo STJ, que manteve o entendimento do TRF-2. "A condição de transgênero ou a transição de gênero não configura, por si só, incapacidade ou doença para fins de serviço militar, sendo vedada a instauração de processo de reforma compulsória ou o licenciamento ex officio fundamentados exclusivamente na identidade de gênero do militar", escreveu o relator do caso na Corte, ministro Teodoro da Silva Santos. Como a decisão foi fruto de um processo de Incidente de Assunção de Competência (IAC), o entendimento do STJ tem repercussão nacional. Isso significa que a decisão passa a valer como referência obrigatória para todos os juízes e tribunais do país, que deverão seguir o mesmo posicionamento da Corte em casos similares.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/stj-decide-que-militares-nao-podem-ser-afastados-por-serem-transexuais
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