Política

STJ decide que militares não podem ser afastados por serem transexuais

Entendimento atende ação da Defensoria Pública da União, que denunciou práticas discriminatórias nas Forças Armadas

Avatar de Camila Stucaluc
Camila Stucaluc
Forças Armadas do Brasil | Flickr

Forças Armadas do Brasil | Flickr

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, na quarta-feira (12), que militares das Forças Armadas não podem ser afastados apenas por serem transexuais ou por estarem em transição de gênero. A Corte também determinou que militares trans têm direito ao uso do nome social nas comunicações e documentos internos, visando refletir sua identidade de gênero.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A decisão atende uma ação movida pela Defensoria Pública da União (DPU), que denunciou práticas discriminatórias contra servidores públicos transexuais, sobretudo nas Forças Armadas. Segundo o órgão, esses militares foram obrigados a tirar licenças médicas e até mesmo se aposentar compulsoriamente em razão de suas identidades de gênero.

O Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2) já havia definido que não deveria haver afastamentos fundados apenas na transição de gênero e que as Forças Armadas reconhecessem o nome sexual de militares trans.

A União recorreu da decisão ao STJ, alegando que o ingresso na Marinha, no Exército e na Aeronáutica ocorre conforme o gênero. Sustentou, ainda, que os afastamentos seriam motivados por necessidades de tratamento de saúde, baseadas em perícias médicas que constataram sofrimentos psíquicos, sem que houvesse relação direta com a transexualidade.

Os argumentos foram rejeitados pelo STJ, que manteve o entendimento do TRF-2. "A condição de transgênero ou a transição de gênero não configura, por si só, incapacidade ou doença para fins de serviço militar, sendo vedada a instauração de processo de reforma compulsória ou o licenciamento ex officio fundamentados exclusivamente na identidade de gênero do militar", escreveu o relator do caso na Corte, ministro Teodoro da Silva Santos.

Como a decisão foi fruto de um processo de Incidente de Assunção de Competência (IAC), o entendimento do STJ tem repercussão nacional. Isso significa que a decisão passa a valer como referência obrigatória para todos os juízes e tribunais do país, que deverão seguir o mesmo posicionamento da Corte em casos similares.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Imagem da notícia: Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Imagem da notícia: Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Imagem da notícia: Datafolha Senado DF: Michelle marca 19%, e Leila tem 16%

Datafolha Senado DF: Michelle marca 19%, e Leila tem 16%

Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Imagem da notícia: Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Imagem da notícia: Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Imagem da notícia: Datafolha Senado DF: Michelle marca 19%, e Leila tem 16%

Datafolha Senado DF: Michelle marca 19%, e Leila tem 16%

Últimas notícias

Datafolha MG: Cleitinho tem 32%; Patrus e Kalil, 12%

O senador do Republicanos aparece com 20 pontos de vantagem em relação aos segundos colocados, que têm 12% das intenções de votos no primeiro turno

Ariana Grande se irrita após Trump usar uma de suas músicas

Equipe do presidente dos EUA usou o hit 'We can't be friends' como pano de fundo em um vídeo publicado no TikTok para atacar mulheres trans

Datafolha DF: Celina tem 30%, Arruda 28% e Grass 11%

Governadora aparece com 30% das intenções de voto, contra 28% do ex-governador; margem de erro é de três pontos percentuais

Datafolha RJ: Paes tem 41%; Ruas, 19%; Garotinho, 9%

Ex-prefeito do Rio tem vantagem de 22 pontos percentuais sobre presidente da Alerj; já ex-governador Garotinho aguarda definição sobre situação eleitoral

Datafolha: Tarcísio tem 45% contra 27% de Haddad no 1º turno

Governador de São Paulo mantém vantagem sobre ex-ministro também no 2º turno: 54% a 35%

Datafolha: Lula tem 47% no 2º turno contra 43% de Flávio

Pesquisa mostra situação de empate técnico na margem de erro; em julho, eram 48% a 43%