Sóstenes diz que Motta perde força com Flávio eleito
Líder do PL na Câmara dos Deputados admite sonho de comandá-la, mas afirma que quem lançar o nome agora "queimará largada"
André Barbeiro , Amanda Klein, Túlio Amâncio
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, em conversa com jornalistas na Câmara | Reprodução/SBT News
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (8) que o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ficará enfraquecido na disputa pela recondução ao cargo caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República em 25 de outubro.
Em entrevista ao Central de Notícias, Sóstenes avaliou que a decisão de Motta de declarar apoio e voto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá pesar na eleição interna da Câmara.
“Quando o presidente Hugo Motta vai na eleição presidencial, bota o boné do Lula e assume publicamente o seu alinhamento com a candidatura do presidente Lula, ele sabe que ali está fazendo uma opção política”, afirmou.
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Segundo o líder do PL, uma eventual vitória de Flávio tornaria “muito enfraquecida” a possibilidade de Motta permanecer no comando da Câmara. Sóstenes também disse considerar “quase chance zero” de uma recondução do atual presidente nesse cenário.
Questionado se pretende disputar a presidência da Câmara, Sóstenes evitou lançar oficialmente seu nome, mas admitiu que tem o desejo de ocupar o cargo.
“Eu nunca vou negar que eu tenho um sonho, que eu tenho um desejo e que me preparei para isso”, disse.
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O deputado afirmou que tem experiência para exercer a função, citando os quatro mandatos, a presidência de comissão, a liderança da Frente Parlamentar Evangélica e o cargo de vice-presidente da Câmara. Ele, porém, defendeu que a definição ocorra apenas após a eleição presidencial.
“Quem lança o nome muito cedo às vezes queima. É só lembrar do caso do Hugo Motta”, declarou. “Quem lançar agora queima largada.”
Apesar do crescimento do PL no Congresso, Sóstenes defendeu “humildade” nas articulações. Segundo ele, o partido terá 121 deputados na Câmara e, no Senado, poderá chegar a 30 integrantes, mas ainda precisará negociar com outras legendas para formar maioria.
“Estar grande é um risco muito grande, porque a política é cíclica: hoje você pode ser o maior e amanhã você pode não ser.”
O deputado afirmou que o PL deve buscar uma das presidências do Congresso e negociar a outra com partidos aliados. No Senado, Rogério Marinho (PL-RN) é o principal nome do partido. Caso ele deixe o posto para integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Tereza Cristina (PP-MS) aparece como alternativa alinhada ao bolsonarismo.
Sóstenes diz que Motta perde força com Flávio eleitoLíder do PL na Câmara dos Deputados admite sonho de comandá-la, mas afirma que quem lançar o nome agora "queimará largada"Política2026-10-08T19:57:39.084ZO líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (8) que o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ficará enfraquecido na disputa pela recondução ao cargo caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República em 25 de outubro. Em entrevista ao Central de Notícias, Sóstenes avaliou que a decisão de Motta de declarar apoio e voto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá pesar na eleição interna da Câmara. “Quando o presidente Hugo Motta vai na eleição presidencial, bota o boné do Lula e assume publicamente o seu alinhamento com a candidatura do presidente Lula, ele sabe que ali está fazendo uma opção política”, afirmou. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Segundo o líder do PL, uma eventual vitória de Flávio tornaria “muito enfraquecida” a possibilidade de Motta permanecer no comando da Câmara. Sóstenes também disse considerar “quase chance zero” de uma recondução do atual presidente nesse cenário. Questionado se pretende disputar a presidência da Câmara, Sóstenes evitou lançar oficialmente seu nome, mas admitiu que tem o desejo de ocupar o cargo. “Eu nunca vou negar que eu tenho um sonho, que eu tenho um desejo e que me preparei para isso”, disse. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O deputado afirmou que tem experiência para exercer a função, citando os quatro mandatos, a presidência de comissão, a liderança da Frente Parlamentar Evangélica e o cargo de vice-presidente da Câmara. Ele, porém, defendeu que a definição ocorra apenas após a eleição presidencial. “Quem lança o nome muito cedo às vezes queima. É só lembrar do caso do Hugo Motta”, declarou. “Quem lançar agora queima largada.” O SBT News apurou que, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República, o partido para a presidência da Câmara. PL prega cautela Apesar do crescimento do PL no Congresso, Sóstenes defendeu “humildade” nas articulações. Segundo ele, o partido terá 121 deputados na Câmara e, no Senado, poderá chegar a 30 integrantes, mas ainda precisará negociar com outras legendas para formar maioria. “Estar grande é um risco muito grande, porque a política é cíclica: hoje você pode ser o maior e amanhã você pode não ser.” O deputado afirmou que o PL deve buscar uma das presidências do Congresso e negociar a outra com partidos aliados. No Senado, Rogério Marinho (PL-RN) é o principal nome do partido. Caso ele deixe o posto para integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Tereza Cristina (PP-MS) aparece como alternativa alinhada ao bolsonarismo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/sostenes-diz-que-motta-perde-forca-com-flavio-eleito
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