Sanderson: Moraes e Toffoli deveriam renunciar do Supremo
Senador eleito no RS diz que ministros estão envolvidos em casos de corrupção e serão alvos de processos de impeachment no ano que vem
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Ighor Nóbrega, Nathalia Fruet, Carla Araújo
Sanderson foi o candidato a senador mais votado no RS | Thiago Cristino/Câmara dos Deputados
O deputado federal Sanderson (PL), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, disse nesta quarta-feira (7) que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam renunciar aos seus cargos.
“[Eles] têm envolvimento, pelo o que percebe-se, em corrupção. Os elementos são muito claros”, declarou o parlamentar em entrevista ao SBT News.
Sanderson afirmou que vai pedir a abertura de processos de impeachment contra os ministros em seu primeiro dia no Senado. Além dos dois magistrados citados, o senador eleito também defende a deposição do decano Gilmar Mendes.
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Segundo ele, a investigação contra os integrantes do Supremo é uma “determinação das urnas” para “passar o Brasil a limpo".
“Depois do recado da população brasileiro, nós que vencemos no Senado precisamos ter muita responsabilidade para, a partir do ano que vem, restabelecer o equilíbrio entre os poderes. Acho que dois ou três ministros, no mínimo dois, não têm condições de permanecerem no STF”, afirmou.
O senador eleito lembrou ainda que a abertura do processo não assegura o impeachment. E que o Congresso terá que apurar se houve crime de responsabilidade antes de decidir pelo afastamento dos ministros.
Sanderson foi o candidato ao Senado mais votado no Rio Grande do Sul nas eleições realizadas no domingo (4). Recebeu 30,11% dos votos e ocupará uma das cadeiras do estado na Casa Alta do Congresso a partir de 1º de fevereiro de 2027.
Fim da escala 6x1
Sanderson votou a favor do fim da escala de trabalho 6x1 na Câmara, mas disse que a discussão no Senado deveria incluir a proposta da oposição que cria um regime alternativo baseado na remuneração por horas trabalhadas.
O deputado afirmou que foi favorável à medida porque não houve alternativa. Ele criticou a velocidade da tramitação da PEC e disse que a proposta foi “capturada” pelo governo Lula (PT) com fins eleitorais. Na sua opinião, a discussão deveria ficar para a nova Legislatura.
“Sinceramente, acho que continua sendo inoportuno e fora de tempo esse tipo de decisão. O Congresso novo vai ter que decidir, porque o próprio Senado agora tem uma proposta para flexibilizar o regime de trabalho, para que empregador e o trabalhador decidam em comum acordo quantas horas e o tipo de regime serão observados”, opinou o parlamentar gaúcho.
“Temos que sentar, chamar todos os segmentos, os trabalhadores, os empregados, e partir daí tomar uma decisão. Quando um projeto dessa envergadura, dessa grandiosidade, é capturado para buscar vantagens eleitorais, tende a dar errado, como está dando”, finalizou.
Sanderson: Moraes e Toffoli deveriam renunciar do SupremoSenador eleito no RS diz que ministros estão envolvidos em casos de corrupção e serão alvos de processos de impeachment no ano que vemPolítica2026-10-07T12:05:40.144ZO deputado federal Sanderson (PL), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, disse nesta quarta-feira (7) que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam renunciar aos seus cargos. “[Eles] têm envolvimento, pelo o que percebe-se, em corrupção. Os elementos são muito claros”, declarou o parlamentar em entrevista ao SBT News. Sanderson afirmou que vai pedir a abertura de processos de impeachment contra os ministros em seu primeiro dia no Senado. Além dos dois magistrados citados, o senador eleito também defende a deposição do decano Gilmar Mendes. Segundo ele, a investigação contra os integrantes do Supremo é uma “determinação das urnas” para “passar o Brasil a limpo". “Depois do recado da população brasileiro, nós que vencemos no Senado precisamos ter muita responsabilidade para, a partir do ano que vem, restabelecer o equilíbrio entre os poderes. Acho que dois ou três ministros, no mínimo dois, não têm condições de permanecerem no STF”, afirmou. O senador eleito lembrou ainda que a abertura do processo não assegura o impeachment. E que o Congresso terá que apurar se houve crime de responsabilidade antes de decidir pelo afastamento dos ministros. Sanderson foi o candidato ao Senado mais votado no Rio Grande do Sul nas eleições realizadas no domingo (4). Recebeu 30,11% dos votos e ocupará uma das cadeiras do estado na Casa Alta do Congresso a partir de 1º de fevereiro de 2027. Fim da escala 6x1 Sanderson votou a favor do fim da escala de trabalho 6x1 na Câmara, mas disse que a discussão no Senado deveria incluir a proposta da oposição que cria um regime alternativo baseado na remuneração por horas trabalhadas. O deputado afirmou que foi favorável à medida porque não houve alternativa. Ele criticou a velocidade da tramitação da PEC e disse que a proposta foi “capturada” pelo governo Lula (PT) com fins eleitorais. Na sua opinião, a discussão deveria ficar para a nova Legislatura. “Sinceramente, acho que continua sendo inoportuno e fora de tempo esse tipo de decisão. O Congresso novo vai ter que decidir, porque o próprio Senado agora tem uma proposta para flexibilizar o regime de trabalho, para que empregador e o trabalhador decidam em comum acordo quantas horas e o tipo de regime serão observados”, opinou o parlamentar gaúcho. “Temos que sentar, chamar todos os segmentos, os trabalhadores, os empregados, e partir daí tomar uma decisão. Quando um projeto dessa envergadura, dessa grandiosidade, é capturado para buscar vantagens eleitorais, tende a dar errado, como está dando”, finalizou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/sanderson-moraes-e-toffoli-deveriam-renunciar-do-supremo
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