Renan Santos chama fim da escala 6x1 de "farsa"
Candidato do Missão diz, em debate, que projeto vai quebrar empresas e defende contratação por hora; Caiado diz que Lula "se ajoelha para o crime"

Renan Santos (Missão) em debate na tv Band | Reprodução
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, disse neste domingo (23) que o projeto que tramita no Congresso para acabar com a escala 6X1 é uma "farsa e uma mentira" que vai fazer empresas brasileiras quebrarem.
Durante o segundo bloco do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pela TV Bandeirantes, o candidato do Missão satirizou o projeto de lei da deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e acusou o governo Lula de querer acabar com os empregos para manter o brasileiro "escravizado" junto ao programa Bolsa Família e a outros benefícios, como o conhecido Gás do Povo.
"Não acredite nesses políticos que estão dizendo pra vocês que vocês vão trabalhar menos e ganhar mais, num país que até as Casas Bahia quebraram", afirmou Renan Santos, defendendo uma reforma trabalhista em que o brasileiro seja contratado por hora.
"O meu deputado federal, Kim Kataguiri, foi o único a discursar no Congresso avisando que isso aí [fim da 6X1] era uma farsa, isso era uma mentira", afirmou. "Não vai funcionar isso que o governo está fazendo, ponto", argumentou Renan.
Sem as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) no debate, Renan Santos e Ronaldo Caiado (PSD) "bateram bola" em críticas ao governo petista.
'Lula se ajoelha para o crime', diz Caiado
O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou, por sua vez, que a Amazônia brasileira está comandada por facções com a "conivência do atual governo".
Ao responder a uma pergunta sobre segurança pública, Caiado disse que o Brasil vive hoje "em clima de guerra", com a maior parte do território nacional "confiscada pelas facções criminosas".
"A Amazônia é 100% comandada pelo PCC, Comando Vermelho, venezuelanos, colombianos e também mexicanos. Esta é a situação que chegou com a conivência do atual governo com as facções criminosas no Brasil. Ele [Lula] se acovardou, se ajoelhou para o crime. Quando você se ajoelha para o crime ele cresce", afirmou Caiado.
O candidato do Missão, Renan Santos, seguiu as críticas de Caiado a Lula, dizendo que o PT quer "afugentar a polícia". "O PT é inimigo da polícia em todos os estados", afirmou.
Em seguida, Renan defendeu uma espécie de intervenção federal em estados que não aplicarem "políticas efetivas" de combate ao crime organizado.
"Rio de janeiro, Ceará, Bahia...ou eles se enquadram no enfrentamento total ao crime organizado, ou os seus governos vão se enquadrar ao governo federal, ao Estado de Defesa, ao GLO [Garantia da Lei e da Ordem]", afirmou.















