Mesmo ausentes, Lula e Flávio dominam 1º debate presidencial
Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury criticam encontro esvaziado, rejeitam atual governo e apresentam propostas para a segurança pública
I
Ighor Nóbrega
Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury no debate da Band | Reprodução/Band
As ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, foram o principal destaque do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pela Band neste domingo (23).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Apenas Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) foram ao encontro da emissora, que tradicionalmente abre a agenda de debates para o Executivo federal. Romeu Zema (Novo), outro convidado, também faltou.
Os três candidatos abriram suas participações citando os púlpitos vazios dos líderes das pesquisas. Renan foi o mais duro. Chamou Lula e Flávio de “criminosos, covardes e canalhas” e disse que suas ausências configuram “desrespeito aos brasileiros”.
“Vivem brigando por aí na internet, botando seus cachorros para ficarem discutindo, mas eles próprios são covardes. Não estão vindo aqui porque não têm coragem de falar sobre os crimes que cometeram. Lula com Lulinha, Petrolão, Mensalão. Flávio Bolsonaro com seu envolvimento com Daniel Vorcaro, com seu escândalo de rachadinha. Covardes e canalhas”, afirmou o candidato do Missão.
Caiado abordou o tema de forma mais branda e afirmou que a “sociedade esperava” a presença do atual presidente e do parlamentar. Já Cury não citou Flávio, mas declarou que Lula “tinha que estar” no debate para responder sobre o “caos na educação”.
Ainda nas considerações iniciais, Renan citou entre suas propostas para a segurança pública a intervenção federal em estados que não contribuírem para o combate ao crime organizado. Mencionou Ceará e Bahia, governados pelo PT de Lula, como exemplos.
Caiado reafirmou suas propostas para o setor como a criação de novos presídios federais e criticou a “omissão” do governo Lula na segurança pública.
O ex-governador abordou ainda o fortalecimento da luta contra o feminicídio. Prometeu replicar a atuação que teve em Goiás e endurecer as penas para agressores de mulheres, dentre elas o cumprimento de 90% da sentença antes da progressão de regime e o confisco de bens do agressor.
“Vou apresentar no Congresso e sei que tenho condições de aprovar isso", declarou o pessedista. “A pessoa normalmente agride a mulher porque se acha dona dela. É assim que esse covarde trabalha”, completou.
Durante o debate, Caiado foi convidado por Cury para ser seu “xerife” na segurança pública, mas o candidato do PSD declinou porque disse que ele será eleito para o Palácio do Planalto.
"Agressividade" provoca reação
Conhecido pela veemência nas críticas aos adversários, o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, foi repreendido durante o primeiro debate presidencial das eleições de 2026. A reprimenda, neste caso, partiu do candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, que se disse "assombrado" com o nível de “agressividade” apresentado por Renan.
“Você tem um nível de agressividade que me assombra. A beleza da democracia está na divergência. Ideias são criticáveis, mas não fazer a pessoa como uma escória humana, um lixo”, disse Cury, que é escritor e psiquiatra.
A declaração foi dada depois de Renan atacar a “porcaria do governo” Luiz Inácio Lula da Silva. Na pergunta a Cury, o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) se disse “indignado com a roubalheira” do petista e disse que o atual presidente não teve coragem de ir ao encontro para defender sua gestão.
Mesmo ausentes, Lula e Flávio dominam 1º debate presidencialRenan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury criticam encontro esvaziado, rejeitam atual governo e apresentam propostas para a segurança públicaPolítica2026-08-24T00:12:47.842ZAs ausências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, foram o principal destaque do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pela Band neste domingo (23). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Apenas Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) foram ao encontro da emissora, que tradicionalmente abre a agenda de debates para o Executivo federal. Romeu Zema (Novo), outro convidado, também faltou. Os três candidatos abriram suas participações citando os púlpitos vazios dos líderes das pesquisas. Renan foi o mais duro. Chamou Lula e Flávio de “criminosos, covardes e canalhas” e disse que suas ausências configuram “desrespeito aos brasileiros”. “Vivem brigando por aí na internet, botando seus cachorros para ficarem discutindo, mas eles próprios são covardes. Não estão vindo aqui porque não têm coragem de falar sobre os crimes que cometeram. Lula com Lulinha, Petrolão, Mensalão. Flávio Bolsonaro com seu envolvimento com Daniel Vorcaro, com seu escândalo de rachadinha. Covardes e canalhas”, afirmou o candidato do Missão. Caiado abordou o tema de forma mais branda e afirmou que a “sociedade esperava” a presença do atual presidente e do parlamentar. Já Cury não citou Flávio, mas declarou que Lula “tinha que estar” no debate para responder sobre o “caos na educação”. Ainda nas considerações iniciais, Renan citou entre suas propostas para a segurança pública a intervenção federal em estados que não contribuírem para o combate ao crime organizado. Mencionou Ceará e Bahia, governados pelo PT de Lula, como exemplos. Caiado reafirmou suas propostas para o setor como a criação de novos presídios federais e criticou a “omissão” do governo Lula na segurança pública. O ex-governador abordou ainda o fortalecimento da luta contra o feminicídio. Prometeu replicar a atuação que teve em Goiás e endurecer as penas para agressores de mulheres, dentre elas o cumprimento de 90% da sentença antes da progressão de regime e o confisco de bens do agressor. “Vou apresentar no Congresso e sei que tenho condições de aprovar isso", declarou o pessedista. “A pessoa normalmente agride a mulher porque se acha dona dela. É assim que esse covarde trabalha”, completou. Durante o debate, Caiado foi convidado por Cury para ser seu “xerife” na segurança pública, mas o candidato do PSD declinou porque disse que ele será eleito para o Palácio do Planalto. "Agressividade" provoca reação Conhecido pela veemência nas críticas aos adversários, o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, foi repreendido durante o primeiro debate presidencial das eleições de 2026. A reprimenda, neste caso, partiu do candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, que se disse "assombrado" com o nível de “agressividade” apresentado por Renan. “Você tem um nível de agressividade que me assombra. A beleza da democracia está na divergência. Ideias são criticáveis, mas não fazer a pessoa como uma escória humana, um lixo”, disse Cury, que é escritor e psiquiatra. A declaração foi dada depois de Renan atacar a “porcaria do governo” Luiz Inácio Lula da Silva. Na pergunta a Cury, o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) se disse “indignado com a roubalheira” do petista e disse que o atual presidente não teve coragem de ir ao encontro para defender sua gestão.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/mesmo-ausentes-lula-e-flavio-dominam-1-debate-presidencial
Lito Souza faz apelo por acesso a tratamento experimental
Influenciador foi diagnosticado com Creutzfeldt-Jakob; doença rara e de rápida progressão ainda não tem tratamento padrão capaz de interromper seu avanço