Política

Presentes em mais de 30 países, servidores da PF têm limites de atuação

Expulsão de delegado Marcelo Ivo como oficial de ligação nos EUA gerou impasse diplomático entre EUA e Brasil

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Polícia Federal | Divulgação/PF

O caso envolvendo a detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem e a atuação do delegado Marcelo Ivo, da Polícia Federal (PF), que era oficial de ligação no ICE (agência de imigração norte-americana), abriu o debate sobre a função dos policiais federais que estão fora do Brasil como adidos ou oficiais de ligação.

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A PF tem acordo com mais de 30 países para a instalação das chamadas adidâncias e oficialatos. No entanto, de acordo com a apuração feita pela coluna, delegados, escrivães e agentes desempenham função diplomática e não têm poder de polícia nesses casos.

Os Estados Unidos abriram investigação para apurar a conduta do delegado Marcelo Ivo e se houve o cometimento de algum tipo de crime por parte do servidor da PF brasileira. Entre as apurações, os americanos querem saber, se houve abuso de autoridade, falsidade ideológica e improbidade administrativa. Se ficar comprovado que Ivo fez investigação em território norte-americano, o governo brasileiro não terá como contestar a expulsão.

Na Europa, o presidente Lula cogitou usar reciprocidade em relação aos Estados Unidos caso fique comprovado que houve uma ingerência norte-americana.

Além dos países onde já existem agentes da PF, o governo brasileiro está implementando adidâncias na Alemanha, Austrália, Áustria, Emirados Árabes, Equador, Índia, Panamá e Suíça.

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