PL vai insistir para Tarcísio mudar de partido mesmo candidato à reeleição
Sigla de Jair Bolsonaro quer candidatos próprios também no Rio de Janeiro e Minas Gerais


Victoria Abel
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, pretende insistir para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), mude para a legenda, mesmo concorrendo à reeleição. O entendimento é que estar na mesma sigla de Flávio Bolsonaro pode fortalecer o palanque da direita.
Existe ainda uma análise de que muitos eleitores, no momento da votação, costumam marcar o mesmo número de legenda para o candidato à presidência e ao governo do estado. De acordo com lideranças do PL, Jair Bolsonaro teria perdido votos em 2022 por terem digitado o número 10, de Tarcísio, no lugar do número 22, que indicava o voto ao ex-presidente.
A ida para o PL era condição para que Tarcísio fosse indicado por Bolsonaro como seu sucessor. De acordo com aliados do ex-presidente, a negativa do governador de São Paulo foi um dos motivos para que ele não fosse declarado como o presidenciável da direita.
Flávio Bolsonaro deve se reunir com Tarcísio logo após o Carnaval para alinhar as estratégias eleitorais, quando o pedido para mudança de legenda deve ser novamente feito.
No mesmo sentido, o PL quer candidatos próprios também no Rio de Janeiro e Minas Gerais, estados que também se mostram estratégicos na disputa, com um volume importante de eleitores de centro ou indecisos.
Em Minas Gerais, a direita já tem um candidato, o vice do atual governador Romeu Zema (Novo), Matheus Simões (PSD). No entanto, Flávio tentará amarrar um nome do PL junto ao deputado federal Nikolas Ferreira, que é um cabo eleitoral importante para os conservadores no estado. O nome do senador Carlos Viana (Podemos) tem sido considerado pelas lideranças bolsonaristas, caso o parlamentar aceite mudar de partido.
Já no Rio de Janeiro, Flávio articula com o atual governador, Cláudio Castro (PL), quem será seu indicado. O entendimento é de que o partido também precisa de um candidato próprio no estado. Entre os nomes cotados, estão o delegado Felipe Curi, atual secretário de Polícia Civil no Rio de Janeiro, Douglas Ruas, secretário das Cidades, e Nicola Miccione, secretário da Casa Civil. A tendência é que o escolhido já dispute o mandato-tampão, em eleição realizada pela Assembleia Legislativa do Rio, quando Castro deixar o Palácio Guanabara para a disputa ao Senado.








