PF adia depoimento de Flávio sobre calúnia contra Lula
Pedido foi feito por defesa do senador, que solicitou a realização de novas diligências
Anita Prado, Cézar Feitoza, Marcela Mattos
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Tânia Rego/Agência Brasil
A Polícia Federal cancelou o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que estava marcado para esta terça-feira (28).
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Flávio é alvo de inquérito por suposta calúnia contra o presidente Lula (PT) ao associá-lo ao ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e fazer uma vinculação ao cometimento de crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Em abril, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou um pedido da PF e determinou a abertura de uma investigação para apurar se houve crime após Flávio fazer uma publicação nas redes sociais dizendo que o presidente seria delatado por Maduro.
“É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu Flávio em 3 de janeiro deste ano, mesmo dia em que o então presidente da Venezuela foi capturado pelos Estados Unidos.
A Polícia Federal enviou, por volta de 11h30 desta terça-feira, um link para a defesa de Flávio Bolsonaro para permitir que o depoimento fosse por videoconferência.
Os advogados do candidato, porém, entraram em contato com os investigadores e informaram que Flávio não compareceria. Eles entregaram ainda um documento para a PF e solicitaram que esses esclarecimentos por escrito substituam eventual depoimento do parlamentar e candidato à Presidência.
Em nota, a defesa de Flávio afirma que a publicação do senador sobre Lula não configura calúnia.
"Nela [publicação de Flávio sobre Lula], foram compartilhadas duas notícias verdadeiras, seguidas de dois comentários separados e independentes entre si. O primeiro era apenas uma previsão sobre algo que poderia ocorrer no futuro, sem atribuir ao presidente da República nenhum fato concreto. O segundo se referia a Nicolás Maduro e apenas repetia as acusações que a Justiça dos Estados Unidos lhe imputa formalmente. A calúnia, segundo o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, exige a atribuição de um fato específico e falso — o que não ocorreu no caso", diz a nota.
Os advogados afirmam que o inquérito "se resume a capa e contracapa, sem nenhuma prova", e que as manifestações atribuídas a Flávio "se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional".
"Flávio Bolsonaro reafirma sua confiança nas instituições e, ao mesmo tempo, manifesta preocupação com iniciativas que buscam judicializar o embate político e impor restrições indevidas ao exercício da liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal", concluem.
PF adia depoimento de Flávio sobre calúnia contra LulaPedido foi feito por defesa do senador, que solicitou a realização de novas diligênciasPolítica2026-07-28T14:50:06.543ZA Polícia Federal cancelou o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que estava marcado para esta terça-feira (28). Flávio é alvo de inquérito por suposta calúnia contra o presidente Lula (PT) ao associá-lo ao ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e fazer uma vinculação ao cometimento de crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Em abril, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou um pedido da PF e determinou a abertura de uma investigação para apurar se houve crime após Flávio fazer uma publicação nas redes sociais dizendo que o presidente seria delatado por Maduro. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu Flávio em 3 de janeiro deste ano, mesmo dia em que o então presidente da Venezuela foi capturado pelos Estados Unidos. A Polícia Federal enviou, por volta de 11h30 desta terça-feira, um link para a defesa de Flávio Bolsonaro para permitir que o depoimento fosse por videoconferência. Os advogados do candidato, porém, entraram em contato com os investigadores e informaram que Flávio não compareceria. Eles entregaram ainda um documento para a PF e solicitaram que esses esclarecimentos por escrito substituam eventual depoimento do parlamentar e candidato à Presidência. Em nota, a defesa de Flávio afirma que a publicação do senador sobre Lula não configura calúnia. "Nela [publicação de Flávio sobre Lula], foram compartilhadas duas notícias verdadeiras, seguidas de dois comentários separados e independentes entre si. O primeiro era apenas uma previsão sobre algo que poderia ocorrer no futuro, sem atribuir ao presidente da República nenhum fato concreto. O segundo se referia a Nicolás Maduro e apenas repetia as acusações que a Justiça dos Estados Unidos lhe imputa formalmente. A calúnia, segundo o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, exige a atribuição de um fato específico e falso — o que não ocorreu no caso", diz a nota. Os advogados afirmam que o inquérito "se resume a capa e contracapa, sem nenhuma prova", e que as manifestações atribuídas a Flávio "se inserem no contexto do debate político e dizem respeito a posicionamentos públicos e afinidades políticas amplamente discutidos no cenário nacional e internacional". "Flávio Bolsonaro reafirma sua confiança nas instituições e, ao mesmo tempo, manifesta preocupação com iniciativas que buscam judicializar o embate político e impor restrições indevidas ao exercício da liberdade de expressão assegurada pela Constituição Federal", concluem.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pf-adia-depoimento-de-flavio-sobre-calunia-contra-lula