Padilha cita Emicida para responder críticas de Lira: "Rancor é igual tumor, envenena a raiz"
Embate entre presidente da Câmara e articulador do governo Lula teve relação com votação de deputados sobre prisão de Chiquinho Brazão
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SBT News
12/04/2024, 14:14 • Atualizado em 12/04/2024, 15:13
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O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, comentou nesta sexta-feira (12) as críticas feitas pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que chamou o petista de "incompetente" e "desafeto pessoal". Em evento no Rio de Janeiro, o responsável pelaarticulação do governo Lula com o Congresso afirmou que não vai descer "a esse nível" e, citando o rapper Emicida, disse que seguirá trabalhando sem "rancor".
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Em referência ao cantor paulistano Emicida, Padilha falou: "Sobre rancor, a periferia da minha cidade, São Paulo, produziu uma grande figura, Emicida. Que diz: 'Mano, o rancor é igual tumor, envenena a raiz. A plateia só deseja ser feliz'".
Quanto a ter competência questionada por Lira, preferiu deixar a avaliação a cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Sobre competência, deixo as palavras do presidente Lula, que, no dia de ontem, falou sobre isso. Sobre o resto [das palavras], eu não vou descer a esse nível. Eu sou filho de uma mãe alagoana, arretada, que sempre disse: 'Meu filho, quando um não quer, dois não brigam'", afirmou a jornalistas.
Padilha é o nome do governo para negociações com o Congresso e, como disse Lira, possui um desentendimento histórico e pessoal com o presidente da Câmara. O ministro afirmou que permanecerá consolidando uma relação com os líderes partidários para pautas prioritárias do Executivo.
Padilha disse, publicamente, que o governo orientaria apoio à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão do parlamentar.
Ontem, em uma feira agroindustrial em Londrina (PR), Lira foi questionado sobre uma possível perda de espaço de sua liderança no caso. Respondeu fazendo acusações ao ministro:
"Essa notícia [a de orientação do Executivo] foi vazada do governo e, basicamente, do ministro Padilha, que é um desafeto, além de pessoal, um incompetente. Não existe partidarização. Eu deixei bem claro que ontem [quarta, 10] a votação foi de cunho individual, cada deputado é responsável pelo voto que deu. Não tem nada a ver", afirmou Lira.
Nesta sexta-feira (12), o ministro se defendeu: "O único ato que nós fizemos publicamente durante a votação desse tema foi afirmar que o governo defendia, sim, a prisão desse parlamentar... Lembrando, inclusive, que o governo tem uma ministra [Anielle Franco, da Igualdade Racial] que é irmã da Marielle".
"Eu aprendi a fazer política com o presidente Lula, com civilidade. Eu vejo a relação do governo, do Executivo, com o Congresso Nacional, como uma dupla de sucesso que fizemos no ano passado. Queremos repetir esse sucesso. Não tenho nenhum tipo de rancor", completou Padilha.
Padilha cita Emicida para responder críticas de Lira: "Rancor é igual tumor, envenena a raiz"Embate entre presidente da Câmara e articulador do governo Lula teve relação com votação de deputados sobre prisão de Chiquinho BrazãoPolítica2024-04-12T14:14:00.717ZO ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, comentou nesta sexta-feira (12) as (PP-AL), que chamou o petista de "incompetente" e "desafeto pessoal". Em evento no Rio de Janeiro, o responsável pela articulação do governo Lula com o Congresso afirmou que não vai descer "a esse nível" e, citando o rapper Emicida, disse que seguirá trabalhando sem "rancor". Em referência ao cantor paulistano Emicida, Padilha falou: "Sobre rancor, a periferia da minha cidade, São Paulo, produziu uma grande figura, Emicida. Que diz: 'Mano, o rancor é igual tumor, envenena a raiz. A plateia só deseja ser feliz'". Quanto a ter competência questionada por Lira, preferiu deixar a avaliação a cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Sobre competência, deixo as palavras do presidente Lula, que, no dia de ontem, falou sobre isso. Sobre o resto [das palavras], eu não vou descer a esse nível. Eu sou filho de uma mãe alagoana, arretada, que sempre disse: 'Meu filho, quando um não quer, dois não brigam'", afirmou a jornalistas. Padilha é o nome do governo para negociações com o Congresso e, como disse Lira, possui um desentendimento histórico e pessoal com o presidente da Câmara. O ministro afirmou que permanecerá consolidando uma relação com os líderes partidários para pautas prioritárias do Executivo. Entenda As recentes rusgas surgiram durante o (sem partido-RJ), suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol). Padilha disse, publicamente, que o governo orientaria apoio à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão do parlamentar. Ontem, em uma feira agroindustrial em Londrina (PR), Lira foi questionado sobre uma possível perda de espaço de sua liderança no caso. Respondeu fazendo acusações ao ministro: "Essa notícia [a de orientação do Executivo] foi vazada do governo e, basicamente, do ministro Padilha, que é um desafeto, além de pessoal, um incompetente. Não existe partidarização. Eu deixei bem claro que ontem [quarta, 10] a votação foi de cunho individual, cada deputado é responsável pelo voto que deu. Não tem nada a ver", afirmou Lira. Nesta sexta-feira (12), o ministro se defendeu: "O único ato que nós fizemos publicamente durante a votação desse tema foi afirmar que o governo defendia, sim, a prisão desse parlamentar... Lembrando, inclusive, que o governo tem uma ministra [Anielle Franco, da Igualdade Racial] que é irmã da Marielle". "Eu aprendi a fazer política com o presidente Lula, com civilidade. Eu vejo a relação do governo, do Executivo, com o Congresso Nacional, como uma dupla de sucesso que fizemos no ano passado. Queremos repetir esse sucesso. Não tenho nenhum tipo de rancor", completou Padilha.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/padilha-cita-emicida-para-responder-lira-rancor-e-igual-tumor-envenena-a-raiz
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