Operação da PF altera cenário eleitoral em Pernambuco e pode favorecer ministro de Lula
Miguel Coelho era o favorito para vaga ao Senado na chapa de João Campos, mas desgaste abre espaço para Silvio Costa Filho


Eduardo Gayer
A operação da Polícia Federal que apura suposto desvio de emendas parlamentares, deflagrada nesta quarta-feira (25), embaralhou o cenário eleitoral em Pernambuco. Após ser alvo da investigação, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil-PE) perdeu fôlego na disputa por espaço na chapa do prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao governo do Estado e líder nas pesquisas.
O desgaste da família Coelho — até então preferida por Campos para a composição eleitoral — ampliou, segundo interlocutores da esquerda pernambucana, as chances de o prefeito optar pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), como candidato ao Senado em sua chapa. A outra vaga ficaria com o senador Humberto Costa (PT-PE), que tenta a reeleição.
Nesse arranjo, a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade), prima e ex-adversária de Campos, ficaria fora da aliança majoritária e disputaria uma cadeira na Câmara. Embora hoje se coloque como pré-candidata ao Senado, ela enfrenta dificuldades para se viabilizar.
Além disso, o enfraquecimento de Miguel Coelho também fortalece a ala da Federação União Progressista que defende aliança com a governadora Raquel Lyra (PSD), adversária de Campos. Nesse cenário, Lyra ofereceria uma das vagas ao Senado ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP), mantendo a segunda em aberto para negociação.
Na Operação Vassalos, a PF apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo emendas parlamentares. Entre os principais alvos estão o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e seus dois filhos, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE) e Miguel Coelho.








