Política

Moraes pede julgamento presencial de Chiquinho Brazão e outros réus por assassinato de Marielle

Ministro solicita à Primeira Turma do STF data para julgar irmãos Brazão e outros réus acusados de ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco

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Vicklin Moraes, Rafaela Vivas
Chiquinho Brazão | Reprodução

Chiquinho Brazão | Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quinta-feira (4) o julgamento presencial do ex-deputado Chiquinho Brazão e dos demais réus acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco.

O pedido foi encaminhado ao presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, responsável por definir a pauta de julgamento. Moraes afirmou que todas as etapas de instrução e diligências complementares já foram concluídas, o que permite que o caso vá a voto.

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Quem são os réus

Além de Chiquinho Brazão, serão julgados:

  • Domingos Inácio Brazão – ex-conselheiro do TCE-RJ
  • João Francisco Inácio Brazão – ex-parlamentar
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior – delegado da Polícia Civil do RJ
  • Ronald Paulo Alves Pereira – major da PM
  • Robson Calixto Fonseca – policial militar

No despacho, Moraes formalizou o pedido:

“Solicito ao Excelentíssimo Presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino, dias para julgamento presencial da presente ação penal...”

Caso Marielle

A vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista Anderson Gomes foram executados a tiros em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. O crime provocou forte repercussão nacional e internacional e se tornou uma das investigações mais complexas do país, com indícios de motivação política e ligação com milícias.

A investigação aponta que os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão seriam os mandantes da execução, motivada por interesses da milícia na disputa por terras no Rio. Eles estão presos preventivamente desde 24 de março deste ano.

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