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Política

Moraes autoriza monitoramento externo na residência de Jair Bolsonaro

Segundo o ministro, a ação têm como objetivo garantir a efetividade das medidas cautelares impostas a Bolsonaro

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (30) a realização de monitoramento presencial na área externa da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. As ações, segundo o ministro, têm como objetivo garantir a efetividade das cautelares impostas a Bolsonaro no âmbito das investigações de golpe de Estado em tramitação no Supremo.

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Segundo a ordem judicial, todos os veículos que saírem da residência de Bolsonaro deverão passar por vistorias, incluindo habitáculos e porta-malas. As inspeções precisam ser registradas em autos, com a identificação de motoristas e passageiros, e enviadas diariamente à Justiça.

A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que destacou maior risco de possível fuga de Bolsonaro. Nesta sexta-feira (29), o procurador-geral, Paulo Gonet, observou que "não há situação crítica" dentro da residência.

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"O monitoramento visual não presencial, em tempo real e sem gravação, dessa área externa à casa contida no terreno cercado, também se apresenta como alternativa de cautela", diz o documento.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAPE) afirmou que está cumprindo a ordem judicial em conformidade com a decisão e não irá comentar sobre as operações.

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O julgamento do chamado "núcleo 1" da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado começa na próxima terça-feira (2). No banco dos réus estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ex-ministros de Estado e o delator do processo, o ex-ajudante de ordens e tenente-coronel Mauro Cid.

Réus do "núcleo 1"

O "núcleo 1" é formado por oito réus:

  • Jair Bolsonaro (ex-presidente da República);
  • Alexandre Ramagem (deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Abin);
  • Almir Garnier Santos (almirante e ex-comandante da Marinha);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
  • Augusto Heleno (general da reserva e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, GSI);
  • Mauro Cid (tenente-coronel e ex-ajudante de ordens da Presidência);
  • Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa);
  • Walter Braga Netto (general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).

O grupo é acusado de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e destruição de patrimônio tombado.

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