Empresário afirmou ao SBT News que pretende seguir na disputa, apesar de decisões de inelegibilidade, e evitou dizer quem apoiaria caso fique fora da eleição
André Barbeiro , Nathalia Fruet, Ranier Bragon, Basília Rodrigues
Pablo Marçal em entrevista ao Poder Expresso | Foto: Reprodução/SBT News
O empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) afirmou nesta terça-feira (18), em entrevista ao SBT News, que pretende manter a candidatura à Presidência da República até o fim, mesmo diante das decisões que o tornaram inelegível.
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Marçal teve o nome incluído no sistema da Justiça Eleitoral nos últimos minutos do prazo para o registro de candidaturas, no sábado (15). O empresário, no entanto, acumula três condenações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que resultaram em declarações de inelegibilidade.
Durante a entrevista, Marçal afirmou ter certidões que, segundo ele, permitiram o registro da candidatura, e destacou que ainda existem recursos possíveis no processo. Ele também criticou a demora da Justiça Eleitoral para analisar casos envolvendo candidatos.
"Eu estou firme até o fim", afirmou Marçal, ao ser questionado sobre a possibilidade de sua candidatura não prosperar.
O empresário disse, ainda, que pretende disputar a eleição mesmo diante do cenário de incerteza jurídica.
Marçal evita dizer quem apoiaria
Questionado sobre o que faria caso fosse declarado definitivamente inelegível, Marçal não revelou se apoiaria outro candidato de direita ou seu próprio vice, Leonardo Avalanche, em uma eventual candidatura substituta.
"Trabalho com uma hipótese. Se acontecer, que é o que você me pediu, na hora que acontecer, pode me voltar a fazer a pergunta", respondeu.
O empresário afirmou que sua prioridade é derrotar o PT e retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Presidência. Marçal, porém, não confirmou apoio a nenhum dos nomes atualmente colocados na disputa.
Ele também declarou que gostaria de disputar a eleição sem partido e chegou a dizer que, se pudesse, concorreria sem vice. A legislação eleitoral, entretanto, exige a apresentação de candidatura com vice para a disputa presidencial.
Vice é questionado sobre suspeitas de ligação com PCC
Durante a entrevista, Marçal também foi questionado sobre Leonardo Avalanche, presidente do PRTB e escolhido como seu vice.
Em 2024, reportagens levantaram suspeitas sobre uma suposta ligação de Avalanche com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Marçal afirmou que não tem certeza sobre a existência ou não de qualquer relação de seu vice com uma facção criminosa. Disse que não está "pondo a mão no fogo" por Avalanche e defendeu que sejam apresentados eventuais inquéritos ou processos relacionados às acusações.
O candidato falou, ainda, que Avalanche é o dono do partido e afirmou que, se pudesse, escolheria outra pessoa para ocupar a vaga de vice. Em seguida, explicou que uma disputa judicial envolvendo o comando do PRTB teria dificultado sua filiação à legenda.
"Não sou candidato meme", diz Marçal
Questionado sobre a avaliação de que sua candidatura poderia ser usada principalmente para gerar engajamento nas redes sociais, Marçal rejeitou o rótulo de "candidato meme".
"Eu me considero o próximo presidente do Brasil", afirmou.
O empresário também disse que pretende financiar a campanha sem utilizar dinheiro próprio ou recursos públicos. Ele afirma que sua candidatura representa uma tentativa de romper o que chamou de "ciclo" de governos do PT.
Ao longo da entrevista, Marçal voltou a criticar o governo Lula, citando o endividamento público, os Correios e a situação econômica do país. As afirmações econômicas feitas pelo candidato não foram objeto de detalhamento ou verificação durante a entrevista.
No fim da conversa, Marçal disse, novamente, que pretende permanecer na disputa enquanto houver possibilidade jurídica.
"Eu quero ser o Davi que vai derrubar o Golias", declarou.
A situação eleitoral do candidato ainda depende da análise da Justiça Eleitoral. O julgamento dos registros de candidatura ocorre dentro do calendário estabelecido para as eleições, e eventuais decisões desfavoráveis podem ser contestadas por meio dos recursos previstos na legislação.
Marçal fala sobre chance de manter candidaturaEmpresário afirmou ao SBT News que pretende seguir na disputa, apesar de decisões de inelegibilidade, e evitou dizer quem apoiaria caso fique fora da eleiçãoPolítica2026-08-18T21:38:10.057Z afirmou nesta terça-feira (18), em entrevista ao SBT News, que pretende manter a candidatura à Presidência da República até o fim, mesmo diante das decisões que o tornaram inelegível. Ele disse que . 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. Marçal teve o nome incluído no sistema da Justiça Eleitoral nos últimos minutos do prazo para o registro de candidaturas, no sábado (15). O empresário, no entanto, acumula três condenações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) que resultaram em declarações de inelegibilidade. Durante a entrevista, Marçal afirmou ter certidões que, segundo ele, permitiram o registro da candidatura, e destacou que ainda existem recursos possíveis no processo. Ele também criticou a demora da Justiça Eleitoral para analisar casos envolvendo candidatos. "Eu estou firme até o fim", afirmou Marçal, ao ser questionado sobre a possibilidade de sua candidatura não prosperar. O empresário disse, ainda, que pretende disputar a eleição mesmo diante do cenário de incerteza jurídica. Marçal evita dizer quem apoiaria Questionado sobre o que faria caso fosse declarado definitivamente inelegível, Marçal não revelou se apoiaria outro candidato de direita ou seu próprio vice, Leonardo Avalanche, em uma eventual candidatura substituta. "Trabalho com uma hipótese. Se acontecer, que é o que você me pediu, na hora que acontecer, pode me voltar a fazer a pergunta", respondeu. O empresário afirmou que sua prioridade é derrotar o PT e retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva da Presidência. Marçal, porém, não confirmou apoio a nenhum dos nomes atualmente colocados na disputa. Ele também declarou que gostaria de disputar a eleição sem partido e chegou a dizer que, se pudesse, concorreria sem vice. A legislação eleitoral, entretanto, exige a apresentação de candidatura com vice para a disputa presidencial. Vice é questionado sobre suspeitas de ligação com PCC Durante a entrevista, Marçal também foi questionado sobre Leonardo Avalanche, presidente do PRTB e escolhido como seu vice. Em 2024, reportagens levantaram suspeitas sobre uma suposta ligação de Avalanche com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Marçal afirmou que não tem certeza sobre a existência ou não de qualquer relação de seu vice com uma facção criminosa. Disse que não está "pondo a mão no fogo" por Avalanche e defendeu que sejam apresentados eventuais inquéritos ou processos relacionados às acusações. O candidato falou, ainda, que Avalanche é o dono do partido e afirmou que, se pudesse, escolheria outra pessoa para ocupar a vaga de vice. Em seguida, explicou que uma disputa judicial envolvendo o comando do PRTB teria dificultado sua filiação à legenda. "Não sou candidato meme", diz Marçal Questionado sobre a avaliação de que sua candidatura poderia ser usada principalmente para gerar engajamento nas redes sociais, Marçal rejeitou o rótulo de "candidato meme". "Eu me considero o próximo presidente do Brasil", afirmou. O empresário também disse que pretende financiar a campanha sem utilizar dinheiro próprio ou recursos públicos. Ele afirma que sua candidatura representa uma tentativa de romper o que chamou de "ciclo" de governos do PT. Ao longo da entrevista, Marçal voltou a criticar o governo Lula, citando o endividamento público, os Correios e a situação econômica do país. As afirmações econômicas feitas pelo candidato não foram objeto de detalhamento ou verificação durante a entrevista. No fim da conversa, Marçal disse, novamente, que pretende permanecer na disputa enquanto houver possibilidade jurídica. "Eu quero ser o Davi que vai derrubar o Golias", declarou. A situação eleitoral do candidato ainda depende da análise da Justiça Eleitoral. O julgamento dos registros de candidatura ocorre dentro do calendário estabelecido para as eleições, e eventuais decisões desfavoráveis podem ser contestadas por meio dos recursos previstos na legislação. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/marcal-fala-sobre-chance-de-manter-candidatura