Política

Luna diz que PT precisa reagir para Lula virar eleição

Ao SBT News, deputada eleita pelo PT também defendeu redução da jornada 6x1 e maior participação de jovens na campanha

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Luna Zarattini (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Reprodução/Ricardo Stuckert

Luna Zarattini (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Reprodução/Ricardo Stuckert

Eleita deputada federal por São Paulo, Luna Zarattini (PT) afirmou nesta quinta-feira (8), em entrevista ao Central de Notícias, do SBT News, que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a mobilização nas ruas e nas redes sociais na reta final do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).

Aos 29 anos, Zarattini foi a deputada federal mais jovem eleita pelo PT em São Paulo. Ela recebeu mais de 200 mil votos e foi a 15ª candidata mais votada no estado e a quinta na capital paulista.

Para a parlamentar, o resultado do primeiro turno mostrou uma demanda por renovação política, especialmente entre jovens e mulheres. Agora, segundo ela, a prioridade é ampliar a mobilização para a segunda etapa da disputa.

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“Agora, nós temos a tarefa de reeleger o presidente Lula. As candidaturas jovens estão se dispondo a fazer tanto a ocupação das redes como a ocupação das ruas. É perfeitamente possível fazermos essa virada”, afirmou.

Zarattini disse ainda que o segundo turno, com a disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, deixa mais claro, na avaliação dela, os projetos defendidos pelos dois candidatos. A deputada afirmou que Flávio representa propostas que podem resultar em cortes de áreas sociais e perdas para os trabalhadores.

“Quando a gente compara quem é Flávio Bolsonaro e quem é Luiz Inácio Lula da Silva, colocamos dois projetos de Brasil em jogo. A população quer mudança, mas a mudança não pode vir para trás; tem que vir para a frente”, declarou.

Entre as pautas que devem ser levadas aos trabalhadores na reta final da campanha, Zarattini destacou a redução da jornada de trabalho 6x1. A proposta está em discussão no Congresso e prevê dois dias de descanso semanal.

“É mudança de verdade na vida das pessoas, garantia de tempo com a família e vida de qualidade. Estamos defendendo que o trabalhador brasileiro trabalhe cinco dias e descanse dois”, disse.

Questionada sobre as críticas à atuação da primeira-dama Janja da Silva em comparação com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin na campanha, tema levantado recentemente pela ex-senadora Kátia Abreu, Zarattini defendeu que os dois têm funções diferentes na reta final da eleição.

Segundo a deputada, Alckmin deve concentrar a atuação em agendas regionais e na articulação política para ampliar a votação de Lula em São Paulo, enquanto Janja participa de atos voltados principalmente às mulheres, ao setor cultural e à juventude.

A estratégia também prevê ampliar a presença da campanha em cidades pequenas e médias e intensificar a atuação nas redes sociais.

Ao avaliar os erros do primeiro turno, Zarattini disse que a campanha de Lula não pode “subestimar o adversário” e precisa considerar o peso da desinformação e da mobilização digital. Para ela, o PT também precisa tornar a comunicação mais direta e concentrar a mensagem em temas do cotidiano, como custo de vida, saúde, educação e transporte.

A deputada também defendeu maior participação de jovens em um eventual novo mandato de Lula. Segundo Zarattini, a presença de novas lideranças deve se refletir não apenas nas redes e nas ruas, mas também na formulação de políticas públicas.

“O recado das urnas foi sobre juventude. Existem jovens eleitos no campo progressista que querem efetivamente contribuir com o governo. O presidente Lula já está dando sinais nítidos dessa participação, abrindo espaço para a juventude pautar as redes, as ruas e as decisões do país”, concluiu

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