Lula e Paes admitem divergências, mas pedem união pelo RJ
Presidente afirmou que Rio precisa recuperar “autoestima como estado”; ex-prefeito disse que crime organizado “sentou no Palácio Guanabara"
Jessica Cardoso
O ex-prefeito Eduardo Paes e Lula durante ato de campanha no RJ | Divulgação/Lula Oficial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) defenderam neste sábado (22) que divergências políticas sejam deixadas de lado em nome da recuperação do Rio de Janeiro. As declarações foram dadas durante ato de campanha de Paes ao governo estadual, realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.
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Durante seu discurso, Lula afirmou que, para o Rio de Janeiro recuperar a “autoestima como estado”, é necessário colocar as diferenças políticas de lado no momento da eleição. O presidente lembrou que ele e Paes já tiveram divergências e disse que a aproximação entre os dois ocorreu por circunstâncias políticas em 2008.
Lula também defendeu o nome do deputado federal Pedro Paulo (PSD), que disputará uma das duas vagas do Rio de Janeiro no Senado ao lado da deputada Benedita da Silva (PT).
“Não está em jogo a minha relação de amizade com quem quer que seja. O que está em jogo é a gente escolher o que será melhor para o Rio de Janeiro. Quem é que vai ser eleito para ajudar o Rio e para ajudar a gente governar o Brasil. O Pedro Paulo merece a minha confiança”, declarou.
Na mesma linha, Paes afirmou, durante o discurso, que a aliança com Lula não representa uma união entre políticos que pensam da mesma forma. Segundo o prefeito, a aproximação ocorreu porque ambos entenderam que era necessário unir forças diante da situação.
“A gente se respeita e a gente não pensa tudo igual. E a gente aprendeu que ou a gente se unia, ou a gente se esforçava, ou as forças que fazem muito mal para a política iam tomar conta do Rio de Janeiro, como tomaram o estado do Rio de Janeiro, e destruir aquilo que havíamos construído”, afirmou.
“Não estamos mais falando aqui de corrupção normal [...]. Estamos falando que, com essa turma, o crime organizado sentou no Palácio Guanabara. Se não fosse a Polícia Federal entrar aqui e investigar a relação da política com o crime, quem seria meu adversário nesta eleição está preso. Tem nome e sobrenome: Rodrigo Bacellar. Era o candidato do PL, do Flávio Bolsonaro. É disso que estamos tratando hoje. O Claudio Castro teve quatro secretários presos por ligação com crime organizado. As funções de estado deixaram de ser cumpridas. É isso que nos une aqui hoje [...] esse desejo de salvar o Rio de Janeiro”, declarou Paes.
Lula e Paes admitem divergências, mas pedem união pelo RJPresidente afirmou que Rio precisa recuperar “autoestima como estado”; ex-prefeito disse que crime organizado “sentou no Palácio Guanabara"Política2026-08-22T19:01:40.396ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) defenderam neste sábado (22) que divergências políticas sejam deixadas de lado em nome da recuperação do Rio de Janeiro. As declarações foram dadas durante ato de campanha de Paes ao governo estadual, realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense. Durante seu discurso, Lula afirmou que, para o Rio de Janeiro recuperar a “autoestima como estado”, é necessário colocar as diferenças políticas de lado no momento da eleição. O presidente lembrou que ele e Paes já tiveram divergências e disse que a aproximação entre os dois ocorreu por circunstâncias políticas em 2008. Lula também defendeu o nome do deputado federal Pedro Paulo (PSD), que disputará uma das duas vagas do Rio de Janeiro no Senado ao lado da deputada Benedita da Silva (PT). “Não está em jogo a minha relação de amizade com quem quer que seja. O que está em jogo é a gente escolher o que será melhor para o Rio de Janeiro. Quem é que vai ser eleito para ajudar o Rio e para ajudar a gente governar o Brasil. O Pedro Paulo merece a minha confiança”, declarou. Na mesma linha, Paes afirmou, durante o discurso, que a aliança com Lula não representa uma união entre políticos que pensam da mesma forma. Segundo o prefeito, a aproximação ocorreu porque ambos entenderam que era necessário unir forças diante da situação. “A gente se respeita e a gente não pensa tudo igual. E a gente aprendeu que ou a gente se unia, ou a gente se esforçava, ou as forças que fazem muito mal para a política iam tomar conta do Rio de Janeiro, como tomaram o estado do Rio de Janeiro, e destruir aquilo que havíamos construído”, afirmou. O candidato ao governo do Rio disse ainda que o estado chegou ao “fundo do poço” e que o crime organizado “sentou” no Palácio Guanabara. Ao criticar a relação entre integrantes da política fluminense e facções criminosas, Paes citou nominalmente o , e o “Não estamos mais falando aqui de corrupção normal [...]. Estamos falando que, com essa turma, o crime organizado sentou no Palácio Guanabara. Se não fosse a Polícia Federal entrar aqui e investigar a relação da política com o crime, quem seria meu adversário nesta eleição está preso. Tem nome e sobrenome: Rodrigo Bacellar. Era o candidato do PL, do Flávio Bolsonaro. É disso que estamos tratando hoje. O Claudio Castro teve quatro secretários presos por ligação com crime organizado. As funções de estado deixaram de ser cumpridas. É isso que nos une aqui hoje [...] esse desejo de salvar o Rio de Janeiro”, declarou Paes. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-e-paes-admitem-divergencias-mas-pedem-uniao-pelo-rj
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