Lula defende reforma política e fim do fundo eleitoral
Em entrevista ao Canal Livre, da Band, presidente também falou sobre investigação envolvendo o filho Lulinha e mudanças na escolha de ministros do STF
Antonio Souza
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma reforma política e o fim do fundo eleitoral durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, exibida neste domingo (27).
Na avaliação dele, mudanças nas regras partidárias e no financiamento de campanhas poderiam reduzir a polarização política no país.
"Vai mudar quando a gente fizer uma reforma política nesse país! É preciso a gente acabar com essa história que está acontecendo na política, que é uma promiscuidade generalizada na política. A hora que a gente acabar com isso, se tiver uma reforma política digna, a gente vai ter a política outra vez sadia para o povo brasileiro", afirmou.
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Lula defendeu o fim do fundo eleitoral, verba pública destinada a financiar campanhas. O presidente afirmou que já foi favorável ao fundo partidário, mas hoje se posiciona contra, pois, segundo ele, são recursos com finalidades diferentes.
"Eu que fui defensor do fundo partidário, eu que fui defensor do fundo eleitoral, hoje eu sou contra. Eu sou contra porque isso apodreceu a política. Mais o orçamento secreto, aí que apodreceu de vez a política", disse.
Investigação sobre o Lulinha e indicação para o STF
Questionado sobre mensagens e ligações de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, incluídas na investigação sobre supostos pagamentos feitos pela lobista Roberta Luchsinger, o presidente disse que não interferiu no trabalho das autoridades.
"O meu filho está à disposição da Justiça e eu não fiz um único gesto, em nenhum momento, para que meu filho tivesse qualquer proteção", afirmou.
Lula defendeu que a investigação apure os fatos, disse acreditar na inocência do filho e voltou a chamar Roberta Luchsinger de "picareta". Ao comentar o papel de seu ex-colaborador Marcola, o presidente disse confiar nos dois investigados.
"Eu acho que o Marcola é 100% inocente. Acho que meu filho é inocente. Agora, eles não estão livres da investigação. Eles sabem a verdade. Eu disse para eles: 'Se você errou, você se defenda. Se você não errou, você vai à luta'", declarou.
Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Lula defendeu mudanças no processo de indicação de ministros.
Ele classificou o critério atual como "muito vulnerável" e sugeriu criar um conselho com representantes da sociedade para participar da escolha.
"Eu quero mudar o critério de escolha porque é muito vulnerável. Eu indico alguém que eu confio, alguém que eu conheça. Ou alguém que o mundo jurídico conhece", afirmou.
Lula defende reforma política e fim do fundo eleitoralEm entrevista ao Canal Livre, da Band, presidente também falou sobre investigação envolvendo o filho Lulinha e mudanças na escolha de ministros do STFPolítica2026-09-28T00:40:47.200ZO presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma reforma política e o fim do fundo eleitoral durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, exibida neste domingo (27). Na avaliação dele, mudanças nas regras partidárias e no financiamento de campanhas poderiam reduzir a polarização política no país. "Vai mudar quando a gente fizer uma reforma política nesse país! É preciso a gente acabar com essa história que está acontecendo na política, que é uma promiscuidade generalizada na política. A hora que a gente acabar com isso, se tiver uma reforma política digna, a gente vai ter a política outra vez sadia para o povo brasileiro", afirmou. Lula defendeu o fim do fundo eleitoral, verba pública destinada a financiar campanhas. O presidente afirmou que já foi favorável ao fundo partidário, mas hoje se posiciona contra, pois, segundo ele, são recursos com finalidades diferentes. "Eu que fui defensor do fundo partidário, eu que fui defensor do fundo eleitoral, hoje eu sou contra. Eu sou contra porque isso apodreceu a política. Mais o orçamento secreto, aí que apodreceu de vez a política", disse. Investigação sobre o Lulinha e indicação para o STF Questionado sobre mensagens e ligações de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, incluídas na investigação sobre supostos pagamentos feitos pela lobista Roberta Luchsinger, o presidente disse que não interferiu no trabalho das autoridades. "O meu filho está à disposição da Justiça e eu não fiz um único gesto, em nenhum momento, para que meu filho tivesse qualquer proteção", afirmou. Lula defendeu que a investigação apure os fatos, disse acreditar na inocência do filho e voltou a chamar Roberta Luchsinger de "picareta". Ao comentar o papel de seu ex-colaborador Marcola, o presidente disse confiar nos dois investigados. "Eu acho que o Marcola é 100% inocente. Acho que meu filho é inocente. Agora, eles não estão livres da investigação. Eles sabem a verdade. Eu disse para eles: 'Se você errou, você se defenda. Se você não errou, você vai à luta'", declarou. Sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Lula defendeu mudanças no processo de indicação de ministros. Ele classificou o critério atual como "muito vulnerável" e sugeriu criar um conselho com representantes da sociedade para participar da escolha. "Eu quero mudar o critério de escolha porque é muito vulnerável. Eu indico alguém que eu confio, alguém que eu conheça. Ou alguém que o mundo jurídico conhece", afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-defende-reforma-politica-e-fim-do-fundo-eleitoral