Política

Jair Bolsonaro dá ordem para apoiar Flávio, dizem aliados

Nome de Michelle é defendido por ala do PL para corrida presidencial, após vazamento de conversa entre filho do ex-presidente e Daniel Vorcaro

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Ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro | Reprodução

Após áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pede dinheiro ao dono do Banco Master para o filme sobre Jair Bolsonaro, uma ala da direita diz que situação é insustentável. No entanto, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro dizem que a ordem é apoiar o senador Flávio Bolsonaro para a candidatura à Presidência da República.

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Parlamentares veem com desconfiança o vazamento do um áudio do celular de Daniel Vorcaro, que está sob investigação pela Polícia Federal. Outra ala bolsonarista minimizou o áudio ao dizer que não se trata de propina. Mas de financiamento para um filme privado. O mesmo grupo ressalta que Daniel Vorcaro ajudou outras produções em vídeo ligadas à esquerda.

Para alguns parlamentares, o mais grave não seria o pedido de recurso para financiar o filme. Mas qual seria o nível de relação de Flávio Bolsonaro com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, já que o senador o chama de "irmão".

No PL, a avaliação é a de que Michelle Bolsonaro não tem experiência na política para enfrentar uma candidatura à presidência na República. E que a ordem do ex-presidente tem que ser seguida.

O banqueiro Daniel Vorcaro negociou um financiamento de US$ 24 milhões (R$ 134 milhões à época) junto ao senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para o filme “Dark Horse", obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro com previsão de estreia para setembro. Ao menos R$ 61 milhões foram efetivamente pagos entre fevereiro e maio de 2025. A informação consta em troca de mensagens e documentos obtidos pelo site Intercept Brasil.

Em nota, o senador Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade.

Nota de Flávio Bolsonaro

"Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ".

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