Política

Haddad diz que mercado alertou BC de Campos Neto sobre fraudes no Master e foi ignorado

Ao SBT News, ex-ministro da Fazenda afirmou que avisos foram feitos e ignorados na gestão do antecessor de Galípolo

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Vicklin Moraes, Raquel Landim , Nathalia Fruet, Basília Rodrigues
09/04/2026, 19:56 • Atualizado em 09/04/2026, 20:25
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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira (9), em entrevista exclusiva ao SBT News, que a cúpula do Banco Central do Brasil ignorou alertas do mercado financeiro sobre irregularidades no Banco Master.

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Segundo Haddad, executivos de instituições reguladas procuraram o então ministro há mais de um ano para relatar que os avisos estavam sendo sistematicamente desconsiderados pela direção da autoridade monetária.

“Houve alertas, inclusive, ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre o que vinha acontecendo em relação ao Banco Master. Alertas do mercado, dos bancos regulados, que em audiência comigo me relataram que muitos avisos vinham sendo feitos e ignorados”, disse.

“Maior fraude bancária da história”

A declaração ocorre em meio à crise envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 e alvo de inquéritos que investigam fraudes financeiras bilionárias. Para Haddad, o episódio representa “a maior fraude bancária da história do país”.

O ex-ministro também comentou suspeitas de pagamento de propina a integrantes ligados à autoridade monetária. Segundo ele, há relatos de que uma empresa vinculada a um ex-diretor do Banco Central teria recebido cerca de R$ 3 milhões da instituição financeira investigada.

O ex-ministro fez questão de separar a questão criminal (o dolo e a corrupção de servidores) da eventual incompetência ou falha de gestão na fiscalização do banco. Ele concordou com a fala do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, de que até o momento as auditorias internas não apontam culpa direta do ex-presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.

"O Galípolo está dizendo: não há nenhuma auditoria apontando dolo, apontando culpa do Roberto Campos nesse momento. Mas as investigações vão prosperar para saber a cadeia de responsabilização dentro do Banco Central para a coisa ter tomado a proporção que tomou", ponderou Haddad.

Nesta quarta-feira (8), o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou depoimento à CPI do Crime Organizado. Na ocasião, Galípolo afirmou que processos de sindicância e auditoria interna não apontaram qualquer culpa de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no escândalo do Banco Master.

Confira entrevista na íntegra

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