Governo prevê adiar retaliação aos EUA para pós-eleição
Aliados de Lula, no entanto, defendem que início imediato do processo fortalece a posição do Brasil em eventual negociação com Washington
Hariane Bittencourt
Palácio do Planalto | Roberto Stuckert Filho/PR
O governo brasileiro avalia adiar a aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos para depois das eleições de outubro. No Palácio do Planalto, porém, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que o início do processo pode fortalecer a posição do Brasil em uma eventual negociação com o governo americano.
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A avaliação de assessores é que dar início aos trâmites previstos na legislação coloca o país em uma posição mais favorável nas tratativas. Não acionar a lei neste momento, na visão desses interlocutores, poderia transmitir um sinal de fragilidade — em contraste com o discurso de defesa da soberania adotado pela gestão petista.
Enquanto discute o momento mais adequado para recorrer ao mecanismo, o governo mapeia quais setores e medidas poderiam ser alvo de reciprocidade. Representantes de áreas afetadas pelo tarifaço, entretanto, pedem cautela e defendem que a legislação não seja acionada por enquanto, diante do risco de novas retaliações e prejuízos.
Nos bastidores, a tendência de deixar a concretização de eventuais medidas mais duras contra a Casa Branca para depois de outubro contrasta com o que parecia sinalizar o discurso adotado pelo Planalto na quinta-feira (23), após a confirmação da tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros por suposto uso de trabalho forçado.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que, “tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade”.
Além dessa tarifa, os Estados Unidos impuseram uma sobretaxa adicional de 25% exclusivamente contra o Brasil, sob a alegação de práticas comerciais desleais. A investigação americana cita supostas falhas no combate à corrupção e ao desmatamento, além de alegados prejuízos concorrenciais provocados pelo uso do Pix.
Governo prevê adiar retaliação aos EUA para pós-eleiçãoAliados de Lula, no entanto, defendem que início imediato do processo fortalece a posição do Brasil em eventual negociação com Washington Política2026-07-24T21:21:38.495ZO governo brasileiro avalia adiar a aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos para depois das eleições de outubro. No Palácio do Planalto, porém, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem que o início do processo pode fortalecer a posição do Brasil em uma eventual negociação com o governo americano. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A avaliação de assessores é que dar início aos trâmites previstos na legislação coloca o país em uma posição mais favorável nas tratativas. Não acionar a lei neste momento, na visão desses interlocutores, poderia transmitir um sinal de fragilidade — em contraste com o discurso de defesa da soberania adotado pela gestão petista. Enquanto discute o momento mais adequado para recorrer ao mecanismo, o governo mapeia quais setores e medidas poderiam ser alvo de reciprocidade. Representantes de áreas afetadas pelo tarifaço, entretanto, pedem cautela e defendem que a legislação não seja acionada por enquanto, diante do risco de novas retaliações e prejuízos. Nos bastidores, a tendência de deixar a concretização de eventuais medidas mais duras contra a Casa Branca para depois de outubro contrasta com o que parecia sinalizar o discurso adotado pelo Planalto na quinta-feira (23), após a confirmação da tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros por suposto uso de trabalho forçado. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que, “tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade”. Além dessa tarifa, os Estados Unidos impuseram uma sobretaxa adicional de 25% exclusivamente contra o Brasil, sob a alegação de práticas comerciais desleais. A investigação americana cita supostas falhas no combate à corrupção e ao desmatamento, além de alegados prejuízos concorrenciais provocados pelo uso do Pix. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-preve-adiar-retaliacao-aos-eua-para-pos-eleicao
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