Governo precisa convencer deputados para aprovar cortes de gastos, diz Lira
Segundo presidente da Câmara, governo não tem votos necessários para aprovar pacote que pretende reduzir R$ 70 bilhões em despesas durante dois anos
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Lis Cappi
04/12/2024, 19:31 • Atualizado em 05/12/2024, 01:28
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Base do governo precisa negociar votos para pacote fiscal na Câmara | Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O pacote de ajuste fiscal do governo Lula (PT) não tem apoio necessário para ser aprovado na Câmara dos Deputados. A posição foi anunciada pelo próprio presidente, Arthur Lira (PP-AL), nesta quarta-feira (4), e traz uma necessidade de negociações para garantir votos necessários à proposta de redução de gastos nos próximos anos.
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No projeto enviado pela equipe econômica ao Congresso, a intenção é reduzir as despesas em R$ 70 bilhões em um período de dois anos. Para avançar será necessária uma ação de convencimento, conforme indicou Lira.
“Vai ter trabalho, convencimento, diálogo. O Congresso não vai faltar, mas estamos em um momento de muita turbulência e de problemas que não são inerentes à harmonia dos Poderes, na circunscrição do que cada Poder deve fazer”, afirmou.
A declaração veio durante discurso no evento “Fórum jota: o Brasil em 10 anos”, e atrelada a ações aprovadas pelo Congresso em matérias nos últimos anos voltadas à economia e responsabilidade fiscal. Em outra frente, Lira também indicou haver instabilidade pelas mudanças nas regras em emendas parlamentares.
Entre desafios, Lira aponta que parte dos parlamentares defendem a aplicação de medidas fiscais rigorosas, enquanto outros se colocam contra reduções para conter aumento de gastos em saúde e educação.
Como primeiro passo, a urgência dos projetos fiscais deverá ser analisada. A expectativa é de votação da etapa nesta quarta-feira (4), mas até a análise depende de negociações do governo.
Projetos para ajuste fiscal
A possibilidade de ir ao plenário da Câmara está voltada a dois projetos: o primeiro, define a limitação de ganho real do salário mínimo às regras dos tetos de gastos - para que haja correção pela inflação e aumento real entre 0,6% e 2,25%, em vez de ser uma adequação pela variação do PIB. O segundo, permite que o governo utilize créditos tributários em caso de déficit nas contas públicas. Havia expectativa de que a proposta fosse analisada na terça-feira (3), mas mudanças definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação às emendas parlamentares acabou interferindo na análise.
O ministro Flávio Dino retomou os repasses de parlamentares, mas com ressalvas e regras mais criteriosas. A decisão do ministro foi acompanhada por outros magistrados, mas provocou discordância no Congresso.
Governo precisa convencer deputados para aprovar cortes de gastos, diz LiraSegundo presidente da Câmara, governo não tem votos necessários para aprovar pacote que pretende reduzir R$ 70 bilhões em despesas durante dois anosPolítica2024-12-04T19:31:33.365ZO pacote de ajuste fiscal do governo Lula (PT) não tem apoio necessário para ser aprovado na Câmara dos Deputados. A posição foi anunciada pelo próprio presidente, Arthur Lira (PP-AL), nesta quarta-feira (4), e traz uma necessidade de negociações para garantir votos necessários à proposta de redução de gastos nos próximos anos. No projeto enviado pela equipe econômica ao Congresso, a intenção é reduzir as despesas em R$ 70 bilhões em um período de dois anos. Para avançar será necessária uma ação de convencimento, conforme indicou Lira. “Vai ter trabalho, convencimento, diálogo. O Congresso não vai faltar, mas estamos em um momento de muita turbulência e de problemas que não são inerentes à harmonia dos Poderes, na circunscrição do que cada Poder deve fazer”, afirmou. A declaração veio durante discurso no evento “Fórum jota: o Brasil em 10 anos”, e atrelada a ações aprovadas pelo Congresso em matérias nos últimos anos voltadas à economia e responsabilidade fiscal. Em outra frente, Lira também indicou haver instabilidade pelas mudanças nas regras em emendas parlamentares. Entre desafios, Lira aponta que parte dos parlamentares defendem a aplicação de medidas fiscais rigorosas, enquanto outros se colocam contra reduções para conter aumento de gastos em saúde e educação. Como primeiro passo, a urgência dos projetos fiscais deverá ser analisada. A expectativa é de votação da etapa nesta quarta-feira (4), mas até a análise depende de negociações do governo. Projetos para ajuste fiscal A possibilidade de ir ao plenário da Câmara está voltada a dois projetos: o primeiro, define a limitação de ganho real do salário mínimo às regras dos tetos de gastos - para que haja correção pela inflação e aumento real entre 0,6% e 2,25%, em vez de ser uma adequação pela variação do PIB. O segundo, permite que o governo utilize créditos tributários em caso de déficit nas contas públicas. Havia expectativa de que a proposta fosse analisada na terça-feira (3), mas mudanças definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação às emendas parlamentares acabou interferindo na análise. O ministro Flávio Dino retomou os repasses de parlamentares, mas com ressalvas e regras mais criteriosas. A decisão do ministro foi acompanhada por outros magistrados, mas provocou discordância no Congresso. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-precisa-convencer-deputados-para-conseguir-votos-aos-cortes-de-gastos-diz-lira
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