Flávio Bolsonaro diz que enviará carta a Trump sobre tarifas
Em vídeo nas redes sociais, senador do PL diz que enviará carta a Trump contra tarifas e cobra Lula por negociação após ameaça dos EUA

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (2) que pretende enviar uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que não sejam aplicadas novas tarifas sobre produtos brasileiros.
“Vou enviar uma carta ao governo americano pedindo que não aplique tarifas às empresas brasileiras. Mas ainda não sou o presidente do Brasil. É obrigação do Lula ir lá e resolver. Se tiver dificuldade, me coloco à disposição para ajudar pelo bem do povo brasileiro”, disse.
A declaração ocorre no mesmo dia em que o governo americano ameaçou impor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de práticas consideradas restritivas ao comércio dos EUA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu a medida à atuação da família Bolsonaro, relacionando-a à recente viagem de Flávio a Washington.
Mais cedo, Trump publicou uma mensagem nas redes sociais elogiando o senador brasileiro, chamando-o de “inteligente”, após encontro na Casa Branca na última quarta (27).
No dia seguinte à reunião, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida entra em vigor nesta sexta-feira (5).
Após o anúncio das possíveis tarifas, Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro negaram qualquer influência sobre a decisão e afirmaram que pediram ao governo americano que não adotasse a sobretaxa.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio voltou a defender sua atuação internacional e criticou o governo federal. Ele afirmou ter solicitado diretamente a autoridades americanas que evitassem a taxação de empresas brasileiras e atribuiu a crise comercial ao que classificou como postura “agressiva” do governo Lula nas relações com os Estados Unidos.
“Eu reforcei que os Estados Unidos não precisariam mais usar a política de tarifas para negociar com o Brasil, porque, a partir de janeiro de 2027, o país terá um presidente da República que vai sentar para negociar de igual para igual [...] A realidade é que essa tarifa é do Lula, pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, pelo seu discurso antiamericano e por defender que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais", afirmou Flávio.















