Política

Flávio Bolsonaro cita Pix dos brasileiros e promete relação com China e EUA em novo vídeo de apresentação

Tentando se afastar do tom extremista do pai, pré-candidato à presidência está fazendo uma série de vídeos em que trata de temas espinhosos para bolsonaristas

Imagem da noticia Flávio Bolsonaro cita Pix dos brasileiros e promete relação com China e EUA em novo vídeo de apresentação
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Andressa Anholete/Agência Senado

O pré-candidato do PL à presidência da República Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, lança neste domingo (26) o segundo vídeo de uma série que a equipe de comunicação está produzindo em que Flávio aparece em casa, no carro, nas ruas de São Paulo ou Brasília conversando com a população. O senador não esperou o início do horário eleitoral gratuito no rádio e TV para tentar sensibilizar os eleitores que ele tem perfil diferente do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em pouco mais de 10 dias, é a segunda peça de publicidade com apelo em busca do voto dos moderados.

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No material mais recente, Flávio Bolsonaro citou as universidades federais e defendeu que os recursos sejam aplicados em cursos vinculados à área de tecnologia. O conteúdo é bem diferente do tom adotado pelo pai do senador. Na gestão do ex-presidente, Jair Bolsonaro classificou as universidades federais como “antros da esquerda”, fez cortes orçamentários e também quis interferir na indicação de reitores.

Em outro trecho do vídeo, o senador diz que irá construir pontes. Flávio Bolsonaro promete dialogar com todo mundo e cita Estados Unidos e China. No governo passado, a relação com a China foi tensa . Jair Bolsonaro insinuou que o coronavírus foi um vírus criado em laboratório para ser usado em uma suposta “guerra biológica” e o irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro acusou os chineses de espionagem através da tecnologia do 5G, o que provocou reação da embaixada da China no Brasil e o governo brasileiro foi obrigado a pedir desculpas ao principal parceiro comercial.

Flávio Bolsonaro também tratou de assuntos que fizeram ele ser alvo de críticas como as terras raras. Em março, durante evento nos EUA, o senador disse que Brasil era a solução para o país de Donald Trump ter minerais de terras de raras. Desta vez, o tom do pré-candidato à presidência foi o oposto. O senador afirmou que os minerais críticos são alvo do interesse mundial e que pode tratar do assunto com qualquer país que garante transferência de tecnologia para o Brasil.

O senador citou ainda o PIX como uma ferramenta que permitiu distribuição de renda e que continuará sendo dos brasileiros e “sem taxa”. Uma provocação feita ao governo Lula que no início do ano passado precisou recuar em uma norma da Receita Federal depois de uma onda de desinformação e fake news sobre a cobrança para as movimentações via Pix, o que foi exaustivamente desmentido pelo então ministro Fernando Haddad. O assunto voltou à tona no início de abril depois que um relatório da Casa Branca citou o PIX como prejudicial para as empresas americanas de cartão de crédito. Foi a segunda ofensiva do governo Donald Trump contra o modelo de transação adotado no sistema financeiro brasileiro. De imediato o Palácio do Planalto rebateu e aliados de Lula fizeram questão de lembrar que Flavio Bolsonaro diz ser aliado de Trump.

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