“Ficarei imensamente feliz de ter o Alckmin como vice outra vez”, diz Lula
Presidente, no entanto, não confirmou se o atual vice-presidente integrará a chapa de sua reeleição em 2026


Jessica Cardoso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (19) que ficará “imensamente feliz” de ter Geraldo Alckmin (PSB) “como vice outra vez”, ao comentar a possibilidade de repetir, em 2026, a chapa vitoriosa das eleições de 2022.
Apesar do aceno, Lula não confirmou se o atual vice-presidente integrará sua candidatura à reeleição neste ano, declando que a definição dependerá das discussões internas do Partido dos Trabalhadores.
“A gente está definindo. O partido vai ter convenção e eu conversei com o Alckmin nesta semana. Falei: ‘companheiro Alckmin, o que você quer ser?’ [...] Eu ficarei imensamente feliz de ter o Alckmin como vice outra vez. O Alckmin é um companheiro que eu aprendi a gostar. É um companheiro de muita lealdade, com muita competência de trabalho. É um executivo extraordinário. Ele só me ajuda”, afirmou.
Lula deu as declarações durante evento do PT que marcou o lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. O então ministro da Fazenda oficializou sua saída do órgão nesta quinta (19).
Ao tratar das candidaturas do partido, Lula também indicou que o futuro político de Alckmin pode envolver outras possibilidades.
“Não sei se Geraldo vai ser candidato ao Senado. A vaga de vice está aberta para ele”, disse, enquanto orientava Haddad a montar uma candidatura competitiva em São Paulo com nomes fortes para o Senado.
Em tom mais descontraído, Lula relembrou ainda disputas passadas contra o atual vice em eleições, quando Alckmin venceu o PT em quatro ocasiões em São Paulo. Ele afirmou que a rivalidade não impedia uma convivência respeitosa.
“Se eu terminasse um comício e encontrasse o Alckmin, eu ia cumprimentá-lo, abraçar. Ia pedir pra ele pagar uma cerveja [...] Hoje, não é assim. A política mudou. Hoje, a política é de disseminação de ódio, de mentira.”, declarou.
O presidente também comentou sobre a perda de protagonismo dos meios tradicionais de comunicação diante da velocidade das redes digitais.
“Estamos passando por uma revolução de comunicação que precisamos aprender a trabalhar para poder fazer a disputa com a extrema-direita, que é muito mais profissional do que nós nisso. É só ver o sucesso deles no mundo. É só ver o comportamento do presidente Trump que a gente vai perceber a importância da internet. Então, nós precisamos aprender a utilizar”, disse.









