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Trump diz que Irã será "varrido do mapa" caso ataque navios norte-americanos

Países encontram-se em novo momento de tensão devido a operações no Estreito de Ormuz

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “varrer o Irã do mapa” caso o país ataque navios norte-americanos no Estreito de Ormuz. A declaração foi dada na segunda-feira (4), após a Marinha dizer ter abatido sete embarcações iranianas que transitavam pela região.

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“Temos mais armas e munições em um grau muito superior do que tínhamos antes. Temos o melhor equipamento. Temos bases espalhadas pelo mundo todo. Todos estão abastecidos com equipamentos. Podemos usar tudo isso, e vamos usar, se precisarmos”, disse Trump.

Atualmente em cessar-fogo, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ameaças nesta semana, após Trump ordenar o resgate de navios estrangeiros presos no Estreito de Ormuz.

A ação é condenada pelas Forças Armadas do Irã, que alertaram para novos ataques caso navios comerciais entrem em contato com forças estrangeiras, sobretudo dos Estados Unidos. Segundo os militares, a passagem pelo Estreito deve ser coordenada apenas com Teerã.

“Temos repetidamente dito que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura das embarcações precisa ser coordenada com as forças armadas. Alertamos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o exército agressivo dos Estados Unidos, serão atacadas caso pretendam se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz”, disseram os militares.

Rota marítima de cerca de 20% do petróleo mundial, o Estreito de Ormuz virou alvo de conflitos em decorrência da operação coordenada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro. O tráfego de navios foi completamente remodelado, tanto por ordens de Washington, que bloqueia portos iranianos, como de Teerã, pressionando a economia global.

O controle da região é um dos principais impasses para a retomada das negociações entre os países. Na última semana, o Irã entregou sua última proposta para o fim da guerra, elencando a resolução do impasse do transporte marítimo como prioritário, deixando as negociações sobre o programa nuclear para depois. Agora, Teerã analisa a resposta norte-americana.

Os últimos acontecimentos no Estreito, contudo, provocaram dúvidas no regime iraniano. "Os eventos em Ormuz deixam claro que não há solução militar para uma crise política. Enquanto as negociações progridem graças aos esforços do Paquistão, os Estados Unidos devem ter cuidado para não serem arrastados de volta para o atoleiro por pessoas mal-intencionadas", disse o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi.

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