Ex-comandante da FAB diz que ataques nas redes sociais pretendiam mudar "postura legalista"
Brigadeiro Baptista Junior voltou a prestar depoimento ao STF nesta terça (15), na ação movida contra o núcleo 4 da trama golpista
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Paola Cuenca
15/07/2025, 15:57 • Atualizado em 15/07/2025, 16:04
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Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica, afirmou que os ataques sofridos por ele nas redes sociais após as eleições de 2022 tinham a intenção de mudar a "postura legalista" e contrária à tentativa de golpe de Estado. A fala do ex-chefe da Força Aérea Brasileira (FAB) foi registrada na ação penal movida contra o chamado núcleo 4, formado por sete réus acusados de promoverem a rede de desinformação da trama golpista.
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"Eu não tenho dúvida de que os ataques que foram direcionados a mim e ao general Freire Gomes [ex-comandante do Exército] tinham em grande parte a intenção de que mudássemos a nossa postura legalista", afirmou Baptista Junior.
O ex-comandante relatou que até hoje recebe ataques, mas que se tratam de "ataques infrutíferos e que serão sempre infrutíferos". Questionado, o brigadeiro disse não saber as fontes das agressões virtuais.
Baptista Junior ainda afirmou ter analisado relatório sobre as urnas desenvolvido pelo Instituto Voto Legal (IVL), a pedido do Partido Liberal (PL), sigla de Jair Bolsonaro. Ele afirmou ter recebido o documento do então presidente.
Ao fazer críticas ao estudo, diz o militar, que Bolsonaro ligou para o presidente do IVL, Carlos Moretzsohn Rocha, a fim de que o brigadeiro repassasse as considerações dele ao responsável pelo relatório. "Se tratava de sofismo", pontuou.
Carlos Rocha é um dos sete réus do chamado núcleo 4 que respondem pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, deterioração de patrimônio e dano qualificado.
Oitivas de testemunhas no STF
A imprensa não teve acesso à integralidade do depoimento prestado por Baptista Junior. As oitivas de testemunhas são realizadas por videoconferência e gravações de áudio e vídeo das audiências estão proibidas por ordem do Tribunal. Jornalistas podem acompanhar a transmissão do procedimento em uma sala do STF, mas nesta terça a reprodução foi feita com atraso.
Baptista Junior foi listado como testemunha de defesa do réu Ailton Gonçalves Moraes de Barros, que é capitão reformado do Exército e ex-candidato a deputado estadual pelo PL, mas jornalistas só puderam ouvir respostas dadas por Baptista Junior a questionamentos feitos pelo advogado do réu Carlos Rocha e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
O depoimento anterior, prestado pelo general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, também não foi transmitido à imprensa. Segundo a assessoria de imprensa do Supremo, o arquivo será disponibilizado nos autos do processo em momento posterior.
Ex-comandante da FAB diz que ataques nas redes sociais pretendiam mudar "postura legalista"Brigadeiro Baptista Junior voltou a prestar depoimento ao STF nesta terça (15), na ação movida contra o núcleo 4 da trama golpistaPolítica2025-07-15T15:57:57.839ZEm depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica, afirmou que os ataques sofridos por ele nas redes sociais após as eleições de 2022 tinham a intenção de mudar a "postura legalista" e contrária à tentativa de golpe de Estado. A fala do ex-chefe da Força Aérea Brasileira (FAB) foi registrada na ação penal movida contra o chamado núcleo 4, formado por sete réus acusados de promoverem a rede de desinformação da trama golpista. "Eu não tenho dúvida de que os ataques que foram direcionados a mim e ao general Freire Gomes [ex-comandante do Exército] tinham em grande parte a intenção de que mudássemos a nossa postura legalista", afirmou Baptista Junior. O ex-comandante relatou que até hoje recebe ataques, mas que se tratam de "ataques infrutíferos e que serão sempre infrutíferos". Questionado, o brigadeiro disse não saber as fontes das agressões virtuais. Baptista Junior ainda afirmou ter analisado relatório sobre as urnas desenvolvido pelo Instituto Voto Legal (IVL), a pedido do Partido Liberal (PL), sigla de Jair Bolsonaro. Ele afirmou ter recebido o documento do então presidente. Ao fazer críticas ao estudo, diz o militar, que Bolsonaro ligou para o presidente do IVL, Carlos Moretzsohn Rocha, a fim de que o brigadeiro repassasse as considerações dele ao responsável pelo relatório. "Se tratava de sofismo", pontuou. Carlos Rocha é um dos sete réus do chamado núcleo 4 que respondem pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, deterioração de patrimônio e dano qualificado. Oitivas de testemunhas no STF A imprensa não teve acesso à integralidade do depoimento prestado por Baptista Junior. As oitivas de testemunhas são realizadas por videoconferência e gravações de áudio e vídeo das audiências estão proibidas por ordem do Tribunal. Jornalistas podem acompanhar a transmissão do procedimento em uma sala do STF, mas nesta terça a reprodução foi feita com atraso. Baptista Junior foi listado como testemunha de defesa do réu Ailton Gonçalves Moraes de Barros, que é capitão reformado do Exército e ex-candidato a deputado estadual pelo PL, mas jornalistas só puderam ouvir respostas dadas por Baptista Junior a questionamentos feitos pelo advogado do réu Carlos Rocha e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O depoimento anterior, prestado pelo general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, também não foi transmitido à imprensa. Segundo a assessoria de imprensa do Supremo, o arquivo será disponibilizado nos autos do processo em momento posterior.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ex-comandante-da-fab-diz-que-ataques-nas-redes-sociais-pretendiam-mudar-postura-legalista