Política

Desespero da esquerda por palanque em Minas envolve até sondagem a ex-ministro que deixou política há 20 anos

Pessoas próximas a Walfrido dos Mares Guia defendem sua candidatura ao governo do estado, mas aliado de Lula diz não ter interesse

Imagem da noticia Desespero da esquerda por palanque em Minas envolve até sondagem a ex-ministro que deixou política há 20 anos
Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

A dificuldade de Lula para ter um palanque em Minas Gerais, segundo estado mais populoso do país, envolveu nas últimas semanas até a sondagem ao ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que deixou o dia a dia da política há quase 20 anos.

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"Espero que você não gaste uma linha com esse assunto", disse Walfrido ao SBT News, afirmando não querer falar sobre a possibilidade nesse momento. Segundo ele, os aliados que defendem o seu nome têm que levar em consideração que ele abandonou a política em 2007.

Walfrido disse que neste momento está com familiares em São Paulo, ainda em luto pela morte da sua mulher, Sheila dos Mares Guia, ocorrida no último dia 5.

Empresário dos ramos da educação e saúde, Walfrido, hoje com 83 anos, tem relação de amizade com Lula, de quem foi ministro do Turismo e das Relações Institucionais pelo PTB (hoje PRD) em seus dois primeiros mandatos na Presidência da República -- Walfrido deixou a última função em 2007 após seu nome surgir no escândalo conhecido como "mensalão mineiro".

Aliados dizem que tentam convencê-lo a assumir uma candidatura ao governo de Minas Gerais tendo em vista a grande dificuldade do PT de encontrar um nome para fazer frente aos adversários: em especial o vice-governador Mateus Simões (PSD), que será apoiado pelo governador Romeu Zema (Novo), e o senador Cleitinho (Republicanos).

O nome preferido de Lula, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD), tem dado sinais de que não irá aceitar o convite, embora integrantes do PT digam ainda alimentar expectativas.

O PT tem nomes que poderiam concorrer, como a prefeita de Contagem, Marília Campos, e o deputado federal Reginaldo Lopes, mas o partido avalia que suas melhores chances são na tentativa de conquistar uma das duas vagas do estado ao Senado.

O partido ainda sofre em Minas a impopularidade decorrente da administração de Fernando Pimentel, que governou o estado de 2015 a 2018 e que desde 2023 preside a estatal federal Emgea (Empresa Gestora de Ativos).

Um possível palanque a Lula em 2022, o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), é bombardeado por petistas nos bastidores e é considerado como última opção, se nada mais der certo.

O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) é outro que habita ainda esse complicado xadrez da esquerda em Minas. Tendo conquistado proximidade a Lula, ele é filiado ao PSD, partido ao qual o vice de Zema se filiou para disputar o governo estadual, e é visto também com grande desconfiança no PT.

Partidários do presidente Lula no estado dizem, por exemplo, estranhar a inação de Silveira diante da filiação de Mateus Simões, vice de um dos governadores que mais se opõem a Lula.

O SBT News procurou o ministro e aguarda uma posição.

Minas é considerado no mundo político como uma bússola das eleições presidenciais por conter em seu amplo território população que se identifica com São Paulo, Rio e Nordeste.

Desde a redemocratização todos os presidentes eleitos também triunfaram nas urnas mineiras.

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