Política

Defesa de Lulinha pede ao STF acesso a decisão de quebra de sigilos

Em documento, advogado afirma que o filho de Lula não participou de fraudes no INSS e não cometeu nenhum crime

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A defesa de Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entrou com pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (26), para ter acesso à quebra dos sigilos - bancário, fiscais e telemáticos - autorizada pelo ministro André Mendonça à Polícia Federal (PF), em janeiro deste ano.

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Na petição, o advogado Guilherme Suguimori Santos afirma que o fornecimento de documentos "seria etapa inevitável para esclarecer fatos, dissipar ilações e evitar a desnecessária politização" do nome de Lulinha.

O documento reitera à Corte que o filho do presidente, desde o início das investigações, "se colocou à disposição do STF, informando sua intenção de prestar todos os esclarecimentos", e que a defesa fornecerá "voluntariamente ao Tribunal" os documentos pertinentes.

"Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime", afirma a defesa na petição.

"Por tudo isso, entendo que a quebra de sigilo é dispensável, pois não é necessário coagir quem desde o início demonstrou interesse inequívoco em contribuir", conclui Santos.

Vítima de "vilania"

Lulinha tem dito a amigos, advogados e parlamentares se considerar vítima de uma nova "vilania", segundo apuração do SBT News. Além da quebra da decisão de André Mendonça, ele também teve seus sigilos quebrados pela CPMI do INSS, por suspeita de fazer parte de um esquema de fraude na Previdência.

Segundo relatos de pessoas próximas, Lulinha diz estar tranquilo e avalia que há um movimento para envolver o nome do governo e de seu pai com o objetivo de criar um clima político desfavorável a Lula.

O filho do presidente já havia sido alvo de inquéritos na Lava Jato para investigar repasses superiores a R$ 100 milhões do grupo Oi para a sua empresa, a Gamecorp, de produção de conteúdo digital e audiovisual.

O caso foi transferido da Vara de Curitiba para a Justiça de São Paulo, mas foi arquivado em 2022 por falta de provas e pela suspeição de Sergio Moro no âmbito da Lava Jato.

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