Política

Campanha de Flávio só abrirá sigilo após analisar o de Lula

Integrantes da campanha do senador estiveram no TSE, mas não levaram documentos telefônicos e bancários do presidenciável

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Ighor Nóbrega
Programa de eventos que Flávio quer retomar ameaça ajuste e teve desvios | Divulgação/Charles Vieira

Programa de eventos que Flávio quer retomar ameaça ajuste e teve desvios | Divulgação/Charles Vieira

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) informou nesta quinta-feira (22) que só abrirá o sigilo telefônico e bancário do candidato à Presidência depois de analisar os documentos entregues pela equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Integrantes da campanha do presidenciável estiveram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois de Lula aceitar as exigências de Flávio para cumprir o desafio lançado pelo petista de abrir o sigilo de ambos para a análise dos eleitores.

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“Se eles trouxerem tudo, a gente traz. Primeiro vou ver se ele trouxe”, declarou a advogada Maria Cláudia Bucchianeri.

A advogada afirmou ainda que Flávio apresentará tudo que foi pedido pela campanha do atual presidente: “Não há nenhuma possibilidade de recuo. Vamos trazer e será bastante rápido”.

Bucchianeri disse que o objetivo da análise é identificar o “padrão de vida” de Lula e da primeira-dama Janja a partir do uso do cartão corporativo e verificar as visitas ao Palácio da Alvorada e do Planalto, em referência à lobista Roberta Luchsinger.

Ela espera que o chefe do Executivo abra o sigilo desde 2003, quando assumiu o poder pela primeira vez. Segundo a advogada, o período é suficiente para “saber se ele, sua família e suas empresas enriqueceram".

“O desafio foi lançado e foi aceito. Acho que o que o povo brasileiro quer saber é se os candidatos enriqueceram com máquina pública, por isso pedimos que seja além de oito anos", argumentou.

“Oferecer um telefone que nunca foi usado é não oferecer nada, então queremos o telefone que era usado e o telefone do Marcola [ex-chefe de Gabinete de Lula]”, completou.

Dallagnol fala em “resgatar” a Lava Jato

O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), escolhido pela campanha de Flávio Bolsonaro para auxiliar na análise dos documentos entregues por Lula, disse na porta do TSE que a divulgação deles é uma “oportunidade de resgatarmos a Lava Jato”.

“Da última vez que analisei os sigilos de Lula ele foi parar na cadeia. [...] Vou analisar a completitude dos documentos dele, de seus parentes e de empresas relacionadas a ele, que já foram objetos da Lava Jato”, declarou o ex-procurador.

Deltan afirmou que o petista é “especialista” em ocultar patrimônio e que o Brasil tem “direito à transparência completa”.

Dallagnol foi chefe da força-tarefa do Ministério Público nas investigações da operação em Curitiba. Ele deixou o MP em meio a processos disciplinares, que o levaram a ter o mandato de deputado cassado pela justiça.

Eleito senador pelo Paraná, o ex-deputado está com sua candidatura sub judice e aguarda julgamento do TSE sobre o deferimento da sua chapa.

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