Câmara aprova suspensão de ação penal contra Gustavo Gayer no STF
Por 268 votos a 167, deputados decidiram interromper processo em que Gayer é acusado de injúria
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SBT News
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) a suspensão da ação penal movida no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO).
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Ele é acusado de injúria, calúnia e difamação em processo apresentado pelo senador Vanderlan Cardoso (GO), atualmente licenciado do mandato, após a publicação de um vídeo no Instagram em fevereiro de 2023.
A decisão foi aprovada por 268 votos a 167 e será comunicada ao STF. O Plenário seguiu o parecer do relator, deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), favorável a interromper o processo.
De acordo com a Constituição Federal, quando um parlamentar é denunciado por crime comum, a Casa legislativa respectiva tem 45 dias para decidir se o processo judicial será suspenso ou seguirá em tramitação.
A suspensão interrompe a contagem de prescrição enquanto durar o mandato.
Acusação
O caso teve origem após Gayer criticar Vanderlan e o STF em um vídeo publicado após a eleição da Mesa do Senado Federal do Brasil. A queixa-crime foi recebida pela 1ª Turma do STF e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, na fase de alegações finais.
Para o relator na Câmara, Zé Haroldo Cathedral, não há elementos mínimos para caracterizar os crimes de calúnia e difamação.
“Subscrevemos as conclusões da Polícia Federal do Brasil e concluímos que o mais adequado seria o não recebimento da queixa-crime relativamente aos crimes de calúnia e difamação”, afirmou.
Cathedral ressaltou que as falas de Gayer não foram direcionadas especificamente a Vanderlan, mas se tratavam de afirmações genéricas sobre “compra” de senadores. No entanto, apontou que poderia haver crime de injúria, devendo ser avaliada a proteção da inviolabilidade parlamentar.
O deputado sugeriu que a ministra, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) seriam um "trisal".
Na rede social X, antigo Twitter, Gayer fez uma série de ataques machistas direcionados a Gleisi. Uma das postagens questionava se Lindbergh, que é companheiro da ministra, iria aceitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a "oferecesse" para Alcolumbre.
As publicações foram após Lula dizer que escolheu uma "mulher bonita" para melhorar a articulação política — o que não foi bem recebido. No entanto, Gleisi saiu em defesa do presidente e afirmou que atitudes são mais importantes do que palavras.
"Oportunistas tentando desmerecer o presidente Lula. Gestos são mais importantes que palavras. Não teve e não tem outro líder como o presidente Lula que mais empoderou as mulheres", comentou.
Câmara aprova suspensão de ação penal contra Gustavo Gayer no STFPor 268 votos a 167, deputados decidiram interromper processo em que Gayer é acusado de injúriaPolítica2025-10-16T02:13:29.483ZA Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) a suspensão da ação penal movida no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO). Ele é acusado de injúria, calúnia e difamação em processo apresentado pelo senador Vanderlan Cardoso (GO), atualmente licenciado do mandato, após a publicação de um vídeo no Instagram em fevereiro de 2023. + A decisão foi aprovada por 268 votos a 167 e será comunicada ao STF. O Plenário seguiu o parecer do relator, deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), favorável a interromper o processo. De acordo com a Constituição Federal, quando um parlamentar é denunciado por crime comum, a Casa legislativa respectiva tem 45 dias para decidir se o processo judicial será suspenso ou seguirá em tramitação. + A suspensão interrompe a contagem de prescrição enquanto durar o mandato. Acusação O caso teve origem após Gayer criticar Vanderlan e o STF em um vídeo publicado após a eleição da Mesa do Senado Federal do Brasil. A queixa-crime foi recebida pela 1ª Turma do STF e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, na fase de alegações finais. Para o relator na Câmara, Zé Haroldo Cathedral, não há elementos mínimos para caracterizar os crimes de calúnia e difamação. “Subscrevemos as conclusões da Polícia Federal do Brasil e concluímos que o mais adequado seria o não recebimento da queixa-crime relativamente aos crimes de calúnia e difamação”, afirmou. Cathedral ressaltou que as falas de Gayer não foram direcionadas especificamente a Vanderlan, mas se tratavam de afirmações genéricas sobre “compra” de senadores. No entanto, apontou que poderia haver crime de injúria, devendo ser avaliada a proteção da inviolabilidade parlamentar. Outras polêmicas Em março deste ano, o PT entrou com uma representação contra o deputado no Conselho de Ética por . O deputado sugeriu que a ministra, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, e presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) seriam um "trisal". Na rede social X, antigo Twitter, Gayer fez uma série de ataques machistas direcionados a Gleisi. Uma das postagens questionava se Lindbergh, que é companheiro da ministra, iria aceitar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a "oferecesse" para Alcolumbre. As publicações foram após Lula dizer que escolheu uma "mulher bonita" para melhorar a articulação política — o que não foi bem recebido. No entanto, Gleisi saiu em defesa do presidente e afirmou que atitudes são mais importantes do que palavras. "Oportunistas tentando desmerecer o presidente Lula. Gestos são mais importantes que palavras. Não teve e não tem outro líder como o presidente Lula que mais empoderou as mulheres", comentou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/camara-aprova-suspensao-de-acao-penal-contra-gustavo-gayer-no-stf
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