Política

Caiado: Flávio é ‘peru de Natal’ para Lula no 2º turno

Candidato à Presidência afirma que senador seria mais fácil de ser derrotado pelo petista e não teria condições de enfrentá-lo em debate

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Jessica Cardoso
Ronaldo Caiado | Bruno Varani/PSD

Ronaldo Caiado | Bruno Varani/PSD

O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta terça-feira (11) que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) seria um “peru de Natal” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. Segundo ele, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria um adversário mais fácil de ser derrotado pelo petista nas eleições de 2026.

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“A candidatura do Flávio é peru de Natal que o Lula quer servir no segundo turno, porque todas as pesquisas mostram que ele não bate o Lula no segundo turno. Então, você [eleitor] está sabendo que você vai colocar um candidato que não tem capacidade, porque ele não tem condições de debater com o Lula. Esse é o problema”, afirmou Caiado durante entrevista ao programa Xeque Mate, da MathiasTV, no YouTube.

O ex-governador de Goiás também criticou a dependência do senador em relação ao pai, afirmando que o currículo de Flávio é sua “certidão de nascimento”, em referência ao sobrenome Bolsonaro.

“Você não pode liderar por vinculação familiar. Você tem que governar na condição que você tem capacidade para governar, autonomia para governar, autoridade para governar. Isso não pode faltar ao presidente. Ele não pode recorrer ao pai para decidir os assuntos de governo”, disse.

Durante a entrevista, Caiado também comentou sobre o caso Dark Horse, que envolve um pedido de dinheiro feito por Flávio a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção do filme sobre a trajetória política de Bolsonaro.

Para o candidato, o “divisor de águas” das eleições deste ano é a moralidade e o senador perde a “autoridade moral” ao não explicar seu envolvimento no caso.

“Primeiro lugar, ninguém mais do que eu disse: ‘Olha, eu não vou fazer um pré-julgamento’. Minha posição foi essa. Eu não vou fazer juízo de valor. Ele que explique aquilo que ele está sendo denunciado neste momento. Agora, no momento em que ele não consegue explicar e é reincidente em outros problemas, a pergunta que se faz é uma só: quem terá capacidade de enfrentar o Lula no segundo turno? Porque, se ele for para o segundo turno, ele vai ficar explicando. Um vai ficar explicando a corrupção, o outro, as denúncias”, disse.

Segundo o ex-governador, a direita “sempre teve a postura de um candidato que tivesse um enfrentamento do ponto de vista moral”. Para ele, sem essa autoridade moral, “o cidadão vai falar: ‘bom, eu saio do espeto e caio na brasa’”.

Caiado também defendeu que a escolha para a disputa presidencial não seja orientada por uma lógica de revanche política.

“Eleição não é jogo de revanche. Você tem que botar quem tem a qualificação para governar. A mediocridade não evolui o país. Por que fica polarizado? Porque um quer brigar com o outro. Esconder a realidade do Brasil”, declarou.

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