"Brasil tem obrigação de ajudar o continente africano a ter o mesmo desenvolvimento que nós", diz Lula
Nações firmam acordos bilaterais em visita de Estado; Lula ponderou que Brasil não pode pagar em dinheiro pela escravidão africana, mas deve "solidariedade"
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Gabriela Vieira
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (25) que o Brasil tem obrigação de ajudar o continente africano a ter o mesmo desenvolvimento que o país teve no território.
Lula defendeu que quer ter uma relação livre de imposiçõeshegemônica com a África, durante encontro com o presidente da Nigéria, Bola Tinibu, no Palácio do Planalto. Na ocasião, os chefes firmaram acordos de ciência, tecnologia e de cultura para aproximação dos países, em meio ao tarifaço dos EUA de 50% sobre os produtos exportados brasileiros.
Segundo Lula, o último governo se distanciou da África, mas neste momento que "ressurgem o protecionismo e unilateralismo", a Nigéria e o Brasil "reafirmam sua aposta no livre comércio e na integração produtiva".
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"Incentivar que nigerianos e brasileiros possam vivenciar o imenso patrimônio cultural e histórico que compartilhamos é chave para desenvolvermos ainda mais a parceria bilateral", defendeu.
Durante reunião entre os presidentes, Lula disse que uma das pautas foi a preocupação com o combate ao crime organizado, o terrorismo e ao tráfico internacional de drogas.
"Uma das consequências perversas da globalização é a articulação de grupos criminosos para além das fronteiras nacionais. Nenhum país isoladamente conseguirá debelar a criminalidade transnacional", afirmou.
Neste momento, Lula volta a defender o multilateralismo, já que "a criminalidade está evoluindo a uma velocidade sem precedentes". Mas, durante sua fala, não houve citação direta ao presidente norte-americano, Donald Trump.
Ainda, Lula citou os 350 anos de escravidão a que o povo negro africano foi submetido no Brasil. Em defesa, ele diz que não tem como pagar com dinheiro: "Mas sim em solidariedade".
"Tem que ser mensurada em alinhamento político, econômico e cultural, porque o Brasil tem que ajudar a África transferindo tecnologia, transferindo conhecimento, tudo aquilo que a gente aprendeu aqui no Brasil e que deu certo. Sobretudo na área agrícola, o Brasil tem obrigação de ajudar o continente africano a ter o mesmo desenvolvimento que nós tivemos aqui", acrescentou.
COP30
Lula também espera contar com a participação de países africanos na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).
"Convidei o presidente Tinubu a apoiar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que o Brasil pretende lançar durante a COP30, para remunerar países detentores de florestas tropicais", disse.
"Brasil tem obrigação de ajudar o continente africano a ter o mesmo desenvolvimento que nós", diz LulaNações firmam acordos bilaterais em visita de Estado; Lula ponderou que Brasil não pode pagar em dinheiro pela escravidão africana, mas deve "solidariedade"Política2025-08-25T17:32:44.779ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (25) que o Brasil tem obrigação de ajudar o continente africano a ter o mesmo desenvolvimento que o país teve no território. Lula defendeu que quer ter uma relação livre de imposições hegemônica com a África, durante encontro com o presidente da Nigéria, Bola Tinibu, no Palácio do Planalto. Na ocasião, os chefes firmaram acordos de ciência, tecnologia e de cultura para aproximação dos países, em meio ao tarifaço dos EUA de 50% sobre os produtos exportados brasileiros. Segundo Lula, o último governo se distanciou da África, mas neste momento que "ressurgem o protecionismo e unilateralismo", a Nigéria e o Brasil "reafirmam sua aposta no livre comércio e na integração produtiva". "Incentivar que nigerianos e brasileiros possam vivenciar o imenso patrimônio cultural e histórico que compartilhamos é chave para desenvolvermos ainda mais a parceria bilateral", defendeu. Durante reunião entre os presidentes, Lula disse que uma das pautas foi a preocupação com o combate ao crime organizado, o terrorismo e ao tráfico internacional de drogas. "Uma das consequências perversas da globalização é a articulação de grupos criminosos para além das fronteiras nacionais. Nenhum país isoladamente conseguirá debelar a criminalidade transnacional", afirmou. Neste momento, Lula volta a defender o multilateralismo, já que "a criminalidade está evoluindo a uma velocidade sem precedentes". Mas, durante sua fala, não houve citação direta ao presidente norte-americano, Donald Trump. Lula defende solidariedade Ainda, Lula citou os 350 anos de escravidão a que o povo negro africano foi submetido no Brasil. Em defesa, ele diz que não tem como pagar com dinheiro: "Mas sim em solidariedade". "Tem que ser mensurada em alinhamento político, econômico e cultural, porque o Brasil tem que ajudar a África transferindo tecnologia, transferindo conhecimento, tudo aquilo que a gente aprendeu aqui no Brasil e que deu certo. Sobretudo na área agrícola, o Brasil tem obrigação de ajudar o continente africano a ter o mesmo desenvolvimento que nós tivemos aqui", acrescentou. COP30 Lula também espera contar com a participação de países africanos na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30). "Convidei o presidente Tinubu a apoiar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que o Brasil pretende lançar durante a COP30, para remunerar países detentores de florestas tropicais", disse. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/brasil-tem-obrigacao-de-ajudar-o-continente-africano-a-ter-o-mesmo-desenvolvimento-que-nos-diz-lula
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