Política

Bate-boca e baixaria com bolsonaristas marcam ida de Marina Silva à Câmara

Deputada questionou se a ministra era "capacho" e presidente citou "adestramento"; ministra rebateu: “Ambientalistas de conveniência"

L
Lis Cappi
16/10/2024, 20:08 • Atualizado em 16/10/2024, 20:08
compartilhar
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi alvo de ataques em audiência na Câmara dos Deputados | Câmara dos Deputados

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi alvo de ataques em audiência na Câmara dos Deputados | Câmara dos Deputados

Bate-boca e baixaria marcaram a ida da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Clima, à Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (16). Deputados de oposição ligados ao bolsonarismo listaram uma série de críticas à condução do ministério frente aos recordes de queimadas no Brasil.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

As perguntas foram carregadas de provocações, como um questionamento se Marina seria “capacho” de organizações não governamentais (ONGs). A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) questionou a condução de Marina frente ao ministério e as estratégias adotadas.

“Quem realmente manda na Amazônia, o governo Lula ou os financiadores internacionais? O Brasil virou o capacho verde dos bilionários no exterior? Até onde o ministério vai submeter os interesses do país para receber os aplausos e os cheques desses ‘magnatas verdes’?”, questionou a parlamentar.

A ministra rebateu afirmando haver uma falta de preocupação real por parte dos parlamentares com o meio ambiente, e destacou que o governo alcançou 50% das reduções no desmatamento no país. “Eu fico imaginando se o desmatamento continuasse aumentando, em 50%, como nós não estaríamos”, declarou Marina em referência ao governo anterior.

“Capacho é quem faz discurso de encomenda, mesmo gostando da biografia de uma pessoa, faz discurso de encomenda para fazer lacração. Eu sou uma pessoa que penso por mim mesma. Capacho é quem vem aqui com falinha mansa para fazer acusação inverídica, isso é ser capacho. Capacho da falta de confiança”, afirmou a ministra ao ser novamente questionada por Zanatto.

A discussão com a parlamentar escalou, com provações contra a ministra. Marina afirmou que não seria intimidada e questionou a condução do deputado Evair de Melo (PP-ES), que exercia a presidência: “Vossa excelência permite que os deputados dirijam palavras ofensivas, palavras violentas, todas que dizem aqui de forma ofensiva”.

A ministra ainda afirmou que os parlamentares agora fazem acusações como palco político e insinuou que os parlamentares atuam como “ambientalistas de conveniência”, em seguinte declaração:

“Ambientalistas de conveniência, que nunca fizeram nada pelo meio ambiente e agora vem com esse papinho de preocupação com incêndio, de preocupação com enchente. Isso é papinho de ambientalista de conveniência.”.

No encerramento do evento, o deputado Evair de Melo afirmou que Marina recebeu treinamento em mídia e um “adestramento para ter essa postura”. A expressão foi questionada por Marina:

“Adestramento é o quê? quem é adestrado? Tenha santa paciência. Não vai me dizer que eu sou uma pessoa adestrada”, disse Marina. O deputado de oposição retrucou, sustentando que não houve respostas diretas aos questionamentos defendidos, e criticou a gestão da ministra.

Após a audiência, Marina falou a jornalistas que esperava o tipo de reação por parte dos parlamentares, mas que houve falha na condução por parte de Evair de Melo. A ministra também disse que é necessária uma preocupação real com as ações ambientais e com as mudanças climáticas.

“No passado, as mesmas pessoas sempre foram contra a reserva legal, sempre foram contra as áreas de preservação permanente, sempre foram contra aqueles que mais protegem, que são os povos indígenas, e sempre foram contra o posicionamento da ciência que está dizendo que cada vez mais nós vamos ter eventos extremos”.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Alemanha x Costa de Marfim; acompanhe ao vivo

Alemanha x Costa de Marfim; acompanhe ao vivo

Imagem da notícia: Lula e Couto assinam na segunda-feira adesão do RJ ao Propag

Lula e Couto assinam na segunda-feira adesão do RJ ao Propag

Imagem da notícia: Agora: Holanda x Suécia se enfrentam na Copa; siga

Agora: Holanda x Suécia se enfrentam na Copa; siga

Imagem da notícia: Ormuz está fechado de novo, diz Guarda Revolucionária do Irã

Ormuz está fechado de novo, diz Guarda Revolucionária do Irã

Imagem da notícia: Alemanha x Costa de Marfim; acompanhe ao vivo

Alemanha x Costa de Marfim; acompanhe ao vivo

Imagem da notícia: Lula e Couto assinam na segunda-feira adesão do RJ ao Propag

Lula e Couto assinam na segunda-feira adesão do RJ ao Propag

Imagem da notícia: Agora: Holanda x Suécia se enfrentam na Copa; siga

Agora: Holanda x Suécia se enfrentam na Copa; siga

Imagem da notícia: Ormuz está fechado de novo, diz Guarda Revolucionária do Irã

Ormuz está fechado de novo, diz Guarda Revolucionária do Irã

Últimas notícias

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 42 milhões neste sábado (20)

Jogo simples, com seis números, custa R$ 6; apostas podem ser feitas até as 20h

Datafolha: Lula tem vantagem de dez pontos sobre Flávio

Presidente oscilou um ponto para cima e chegou a 41%; Flávio Bolsonaro (PL) se manteve com 31%, mesmo percentual do mês passado

Alerta falso: "Tudo leva a crer que foi hacker", diz governo

Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil afirmou que "tudo indica que não é pessoa do sistema cadastrada e que tenha acesso regular"

Misantropia: "Migalhas digitais" ajudarão PF, diz professor

Especialista em tecnologia e docente da PUC-SP afirma que sistemas do governo são seguros, mas "podem ter brechas"

Bolívia decreta estado de emergência após protestos

Decisão do presidente Rodrigo Paz abre caminho para ampliar mobilização de militares e liberar estradas bloqueadas por manifestantes

Ataques de Israel matam 10 no Líbano após cessar-fogo

Militares israelenses disseram que bombardeios foram em resposta a projéteis disparados pelo Hezbollah