Política

Augusto Coutinho diz que centro se une por Hugo Motta

Líder do Republicanos afirma que aliança reúne cerca de 260 deputados e defende mudanças no sistema eleitoral para conter a polarização

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O presidente da Câmara, Hugo Motta | Marina Ramos/Câmara dos Deputados

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O deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), líder do partido na Câmara, afirmou nesta segunda-feira (19), em entrevista ao Central de Notícias, do SBT News, que partidos de centro formaram uma aliança em apoio à recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados.

Segundo Coutinho, o grupo reúne cerca de 260 parlamentares e pretende atuar como força de moderação política, independentemente de quem ocupe a Presidência da República.

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A articulação foi formalizada em um documento conjunto assinado por presidentes e líderes de partidos como Republicanos, União Brasil, PP, PSD, MDB e Podemos. De acordo com Coutinho, a iniciativa busca antecipar possíveis resistências à candidatura de Motta e conter a influência de bancadas mais extremadas no comando do Congresso.

"O centro cumpre um papel de equilibrar os extremos da esquerda e da direita. Essa união mostra que a relação da Câmara dos Deputados não será de submissão a quem quer que seja o presidente da República. É um Poder independente, que precisa de harmonia e convergência nos temas de interesse do país", declarou.

Coutinho afirmou que o apoio a Motta não depende do resultado da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o deputado, o grupo defende que o comando da Câmara e o do Senado não fiquem concentrados em uma mesma legenda governista.

"Esse centro estará unido na eleição da Mesa Diretora. Hugo Motta tem sido um presidente equilibrado, justo e que cumpre compromissos", disse.

Além da eleição para a presidência da Câmara, Coutinho afirmou que lideranças partidárias discutem mudanças no sistema eleitoral proporcional brasileiro. Questionado sobre alternativas como o distritão e o voto distrital misto, o deputado disse que as conversas tratam de ajustes na representatividade, e não de uma reforma política ampla.

Segundo ele, a discussão foi impulsionada pelo crescimento de candidaturas que concentram muitos votos com base no engajamento nas redes sociais, sem necessariamente ter trajetória na vida pública.

"Com o advento da internet, as pessoas muitas vezes votam em um personagem e não em uma trajetória pública. Você vê pessoas fazendo cortes para agredir e viralizar, tanto na direita quanto na esquerda. Precisamos de cautela com a representatividade do Congresso; o Brasil não pode viver refém dessa polarização", afirmou.

Apesar da avaliação de que é necessário rever mecanismos que favorecem candidatos eleitos com votos transferidos por outros nomes da mesma legenda, Coutinho ressaltou que ainda não há uma proposta legislativa fechada.

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