As prioridades da oposição na Câmara para a volta do recesso legislativo
Além da derrubada do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, deputados apostam em CPMIs capazes de desgastar a imagem de Lula



Hariane Bittencourt
Iander Porcella
Com a proximidade do início do ano legislativo, em 2 de fevereiro, a oposição na Câmara já definiu as prioridades para 2026. Além da derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, entre os principais objetivos estão a prorrogação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e a criação de outras duas.
Ganhar mais tempo para CPMI do INSS, que termina em 28 de março, é um ponto-chave. Em ano eleitoral, a comissão é vista pela oposição como uma janela de oportunidade para desgastar a imagem de Lula e do governo, em especial pelas suspeitas de envolvimento de um dos filhos do petista, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Em outra frente, os parlamentares vão pressionar para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tire do papel a CPMI do Banco Master - que já teria assinaturas suficientes para ser instalada - e a CPMI da Secom, que teria a proposta de apurar "o que o governo gasta com influencers" e possíveis desvios de dinheiro com publicidade pelos meios digitais.
A prioridade número um, no entanto, segue sendo a derrubada do veto presidencial ao texto da dosimetria, aprovado com ampla maioria na Câmara e no Senado no fim do ano passado, e que reduz as penas dos envolvidos nos atos golpistas. Incluindo a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em um cenário ideal, a ideia seria convencer Alcolumbre a agendar uma sessão mista em fevereiro, antes mesmo do Carnaval, para que o veto seja derrotado.
Também estão no radar projetos voltados para a segurança pública, com ênfase no combate ao crime organizado. Apesar disso, no que depender dos oposicionistas, a PEC da Segurança Pública, enviada pelo governo ao Congresso, não deve avançar. O entendimento é que mesmo com os esforços do relator, o deputado Mendonça Filho, o texto "tem muitos problemas" e "não agrada a ninguém".









