Política

Arroz importado e subsidiado pela Conab deve chegar aos supermercados em até 40 dias, diz Fávaro

Medidas provisórias autorizam companhia a vender arroz importado para mercados com preço médio de R$ 4 por quilo

S
SBT News
29/05/2024, 14:18 • Atualizado em 30/05/2024, 01:00
compartilhar
"Não queremos afrontar ninguém", afirmou o ministro Carlos Fávaro sobre compra de arroz | Marcelo Camargo/Agência Brasil

"Não queremos afrontar ninguém", afirmou o ministro Carlos Fávaro sobre compra de arroz | Marcelo Camargo/Agência Brasil

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse nesta quarta-feira (29) que o arroz importado que será comprado pelo governo federal e repassado com subsídio pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve chegar em até 40 dias aos supermercados.

"Chega com preço destinado, pois tem subvenção do governo, para controlar esse exagero de preços, a especulação financeira. E deve chegar nas gôndolas dos supermercados. Acredito que em 30 a 40 dias já deve estar chegando", contou Fávaro em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", veiculado pelo governo em canais oficiais na internet. O preço deve chegar a R$ 20 por pacote de 5 kg.

Fávaro disse que a medida provisória (MP nº 1.224 de 2024), que autorizou a Conab a vender arroz beneficiado importado para mercados, não tem objetivo de enfrentar agricultores nacionais, mas frear a especulação no preço do alimento. "Não queremos afrontar ninguém, [estamos] longe de ter qualquer intervenção", completou.

A temática vem sendo discutida por setores do agronegócio após o desastre climático causado por chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul. Acontece que o estado gaúcho é responsável por cerca de 70% do arroz produzido no Brasil.

Segundo observou o ministro, o consumidor final estava sendo prejudicado com aumento dos preços. "Veja que nos últimos 30 dias o arroz subiu 40% um saco de 5 kg", exemplificou Fávaro.

Uma medida provisória (MP) determina que produto adquirido internacionalmente deverá ser vendido diretamente ao brasileiro, chegando às gôndolas por cerca de R$ 4 por quilo (R$ 20 por pacote de 5 kg).

Ao todo, governo federal liberou R$ 7,2 bilhões para comprar o grão (MP nº 1.225 e 1.218 de 2024). A importação de arroz foi autorizada por outra medida provisória editada no início do mês (MP nº 1.217 de 2024).

Medidas já estão em vigor, mas, para serem transformadas em leis, é preciso que as MPS sejam avaliadas pelo Congresso Nacional.

"Veja bem, com tudo que estamos fazendo para o Rio Grande do Sul, em hipótese alguma o governo quer afrontar os produtores de arroz, de jeito nenhum. Agora, nós precisamos olhar o problema de uma forma holística. Quais as consequências desta tragédia para a população brasileira? O Rio Grande do Sul concentra 70% do arroz produzido no Brasil", apontou.

"Mais 15% em Santa Catarina e os outros 15% restantes do Brasil. E o arroz é a base da alimentação do Brasil, o arroz e o feijão [...] Tem gente querendo criar um movimento especulativo em cima da tragédia? O governo precisa coibir isso", justificou o ministro. "Nós estamos combatendo essa especulação".

Fávaro informou que o RS possui um estoque "suficiente para abastecer o Brasil, independente da tragédia que aconteceu", mas que o governo não poderia "deixar o mercado na vulnerabilidade" de bolhas de especulação, mantendo preços em "níveis razoáveis".

O "arroz da Conab" (no primeiro momento, 300 mil toneladas) será identificado e terá valor máximo de cerca de R$ 20 por pacote de 5 kg, do tipo 1, agulhinha. Fávaro afirmou ainda que não haverá racionamento. "É algo natural, o mercado volta aos patamares que estava", disse.

Sobre os estoques de alimentos, Fávaro reclamou do legado deixado pela administração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Conab. "Não tinha um quilo de estoque público", disse, ao ilustrar que, nas últimas enchentes no RS, a União não possuía milho para repassar a produtores.

Importações

Fávaro disse que a gestão Lula ficou "chateada" com as propostas apresentadas pelos produtores do Mercosul.

Em relação aos acordos do bloco econômico, como a isenção, seria mais lógica a apresentação de uma licitação para adquirir o arroz de países vizinhos, o que foi feito e encerrado logo depois. O governo observou que valores foram inflados.

"Com quatro dias que lançamos o leilão, o volume de recursos para comprar 100 mil toneladas dava para comprar só 70 mil, 30% mais caro", contou Fávaro.

O leilão foi fechado e o Brasil retirou a tributação para o produto de forma global, para atrair novos concorrentes e deixar propostas mais competitivas.

Situação do RS

Ainda sobre o Rio Grande do Sul, a pasta informou que "o tamanho do estrago ainda está sendo dimensionado" e que o processo de reconstrução da agricultura local "não será rápido" ou "fácil". "As pessoas vão precisar de muita orientação, além de dinheiro e muita autoestima", disse Fávaro.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Corpus Christi tem maior movimento do ano nas rodovias de SP

Corpus Christi tem maior movimento do ano nas rodovias de SP

Imagem da notícia: Novo presidente da CVM exonera seis superintendentes

Novo presidente da CVM exonera seis superintendentes

Imagem da notícia: Candidato de esquerda amplia vantagem em eleições no Peru

Candidato de esquerda amplia vantagem em eleições no Peru

Imagem da notícia: Médica explica diferença entre vacinas da dengue

Médica explica diferença entre vacinas da dengue

Imagem da notícia: Corpus Christi tem maior movimento do ano nas rodovias de SP

Corpus Christi tem maior movimento do ano nas rodovias de SP

Imagem da notícia: Novo presidente da CVM exonera seis superintendentes

Novo presidente da CVM exonera seis superintendentes

Imagem da notícia: Candidato de esquerda amplia vantagem em eleições no Peru

Candidato de esquerda amplia vantagem em eleições no Peru

Imagem da notícia: Médica explica diferença entre vacinas da dengue

Médica explica diferença entre vacinas da dengue

Últimas notícias

Após sanção dos EUA, senador defende Pix na Constituição

Relator da PEC que amplia autonomia orçamentária do BC, Plínio Valério diz ter até 15 votos favoráveis à medida na CCJ

Atlas diz agora que recorrerá contra suspensão de pesquisa

Após nota em que falava respeito à decisão, diretor da AtlasIntel reiterou que vai contestar liminar que suspendeu levantamento com áudio de Flávio e Vorcaro

Henry Borel: pai pede anulação de julgamento de Monique

Leniel Borel recorre da decisão do júri e alega contradições nos quesitos que levaram à condenação da mãe de Henry apenas por omissão

Caso Bruno e Dom: mandante de assassinato irá a júri popular

Justiça Federal aceita denúncia do MPF e determina que Rubens Villar Coelho, o "Colômbia", seja julgado pelos assassinatos em junho de 2022

Após impor sigilo, governo publicará autorização de bets

Medida foi anunciada pelo ministro da Fazenda, que prometeu transparência sobre funcionamento de casas de apostas no país

Vacina suspensa foi aplicada em meio milhão de pessoas

Ministério da Saúde identificou 42 episódios de reação adversa e investiga duas mortes; casos representam só 0,008% do total