Aliados de Vorcaro afirmam que ele teria o que delatar, mas busca outros caminhos
De olho nos caminhos jurídicos possíveis, banqueiro e seu entorno não veem a hora do caso sair das mãos da Polícia Federal


Basília Rodrigues
Preso em Brasília, o banqueiro Daniel Vorcaro tem sofrido pressões para assinar um acordo de delação premiada. Na avaliação de aliados, uma pessoa nas condições de Vorcaro “sempre tem” o que delatar. Mas esta possibilidade não existiria agora porque Vorcaro acredita que conseguirá reverter a prisão e outras medidas contra ele quando o processo estiver para julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar de movimentar o mundo jurídico, na prática, o caso ainda está em fase de investigação, em etapas que antecedem até mesmo a possibilidade de Vorcaro virar réu.
De olho nos caminhos jurídicos possíveis, o banqueiro e seu entorno não veem a hora do caso sair das mãos da Polícia Federal, quando a investigação estiver concluída.
O entorno do banqueiro avalia que, no atual contexto, não há lugar confortável para ninguém e Vorcaro virou um problema para todo mundo.
O perfil de Vorcaro, dizem fontes aliadas do banqueiro e também que investigam o Master, foi determinante para o caso ter chegado ao tamanho atual. Vorcaro tem sido descrito como alguém "descuidado", "exibido", "exagerado", "deslumbrado", que ainda estava "aprendendo a ser banqueiro".
As conexões do Master vão da direita à esquerda. Vorcaro teve encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, para reclamar das dificuldades de crescer no mercado, contra bancos maiores.
O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que também está preso, foi um dos maiores financiadores da campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos), nas eleições de 2022.
Ainda que não confirmem crime, as investigações atingiram um ponto inédito ao expor ministros do STF e a necessidade de um código de ética.









