Tiroteio em São Paulo reacende debate sobre reação de policiais de folga
Dados mostram que o risco para policiais militares é maior fora do serviço, apesar da obrigação legal de intervir em flagrantes
Flavia Travassos
Um tiroteio registrado na zona sul da capital paulista reacendeu o debate sobre a reação de policiais de folga. Dados apontam que o risco para o agente é maior justamente no momento de descanso.
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O Código de Processo Penal afirma que o policial militar tem a obrigação de intervir em flagrantes para prevenir ou reprimir delitos, sem fazer distinção se ele está de folga ou não.
No entanto, o ex-coronel da Polícia Militar José Vicente explica que o PM é treinado para agir de acordo com normas voltadas à própria segurança, tanto em serviço quanto em seu momento de lazer. Segundo ele, quando a situação envolve outras vítimas, a análise muda.
Ele afirma que o policial não é obrigado a arriscar a própria vida por terceiros, mesmo estando fardado após sair do serviço. Isso ocorre porque existe uma garantia constitucional que assegura ao trabalhador o direito ao descanso.
O fato é que quem exerce a função de policial, na maioria das vezes, atua por instinto. As decisões precisam ser tomadas em frações de segundos para defender a vida de inocentes. No entanto, essa atitude pode ser arriscada, principalmente quando o PM age por impulso.
Segundo o especialista, ao intervir para interromper uma ação criminosa sem que ele próprio seja a vítima, o policial precisa fazer uma avaliação muito criteriosa, pois o risco aumenta tanto para a vítima do assalto quanto para o agente que pretende intervir.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública reforçam que a violência contra policiais acontece principalmente durante o período de folga. Entre janeiro e setembro do ano passado, 78 policiais morreram apenas no estado de São Paulo.
Tiroteio em São Paulo reacende debate sobre reação de policiais de folgaDados mostram que o risco para policiais militares é maior fora do serviço, apesar da obrigação legal de intervir em flagrantesCidades2026-01-27T01:48:01.964ZUm tiroteio registrado na zona sul da capital paulista reacendeu o debate sobre a reação de policiais de folga. Dados apontam que o risco para o agente é maior justamente no momento de descanso. O Código de Processo Penal afirma que o policial militar tem a obrigação de intervir em flagrantes para prevenir ou reprimir delitos, sem fazer distinção se ele está de folga ou não. No entanto, o ex-coronel da Polícia Militar José Vicente explica que o PM é treinado para agir de acordo com normas voltadas à própria segurança, tanto em serviço quanto em seu momento de lazer. Segundo ele, quando a situação envolve outras vítimas, a análise muda. Ele afirma que o policial não é obrigado a arriscar a própria vida por terceiros, mesmo estando fardado após sair do serviço. Isso ocorre porque existe uma garantia constitucional que assegura ao trabalhador o direito ao descanso. O fato é que quem exerce a função de policial, na maioria das vezes, atua por instinto. As decisões precisam ser tomadas em frações de segundos para defender a vida de inocentes. No entanto, essa atitude pode ser arriscada, principalmente quando o PM age por impulso. Segundo o especialista, ao intervir para interromper uma ação criminosa sem que ele próprio seja a vítima, o policial precisa fazer uma avaliação muito criteriosa, pois o risco aumenta tanto para a vítima do assalto quanto para o agente que pretende intervir. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública reforçam que a violência contra policiais acontece principalmente durante o período de folga. Entre janeiro e setembro do ano passado, 78 policiais morreram apenas no estado de São Paulo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/tiroteio-em-sao-paulo-reacende-debate-sobre-reacao-de-policiais-de-folga
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