SP tem recorde de feminicídios para o 1º bimestre desde 2018; homicídios recuam a mínima histórica
Estado registra alta de 33% nos casos, enquanto homicídios apresentam redução

Antonio Souza
O estado de São Paulo registrou 55 casos de feminicídio nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP). Este é o maior número para o período desde 2018.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 33%, quando foram contabilizados 42 casos. Na capital paulista, houve redução: foram 11 registros entre janeiro e fevereiro de 2026, contra 13 no mesmo período de 2025.
O feminicídio foi incluído no Código Penal brasileiro em 2015, por meio da Lei nº 13.104. A norma classifica como feminicídio o assassinato de uma mulher “por razões da condição de sexo feminino”.
Na prática, trata-se de uma forma qualificada de homicídio, ou seja, com punição mais grave
Políticas voltadas para violência contra mulher
Segundo a SSP, o governo de São Paulo ampliou significativamente as políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Entre as principais iniciativas está o reforço das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), que atualmente somam 143 unidades em todo o estado, sendo 18 com funcionamento 24 horas.
Nesta segunda-feira (30), o governo anunciou a implantação de 69 novas Salas DDM (Delegacias de Defesa da Mulher) nos próximos meses. Das 69 novas salas, 60 serão no interior do estado, com recursos de emendas parlamentares.
Outras 9 unidades serão abertas na capital paulista, distribuídas em diferentes regiões da cidade. As Salas DDM são espaços dentro de unidades da Polícia Civil voltados ao atendimento de mulheres vítimas de violência.
Homicídio recuam a mínima histórica
São Paulo também registrou o menor número de homicídios dolosos e latrocínios em 26 anos.
Foram 369 ocorrências no primeiro bimestre de 2026, contra 416 no mesmo período de 2025 — uma redução de 11,3%.
O índice é o mais baixo desde 2001, segundo a SSP.









