Publicidade
Polícia

Seca extrema no DF “mumificou” corpo de criança desaparecida

Polícia descarta que João Miguel tenha ficado em cárcere privado antes de ser assassinado

Imagem da noticia Seca extrema no DF “mumificou” corpo de criança desaparecida
João Miguel desapareceu no dia 30 de agosto
Publicidade

A Polícia Civil do Distrito Federal descartou a hipótese de João Miguel, de 10 anos, ter ficado em cárcere privado antes de ser assassinado. O garoto ficou desaparecido por 15 dias até a polícia encontrar o corpo dele em uma vala no dia 13 de setembro.

No local, a delegada Bruna Eiras afirmou que o corpo poderia estar ali há três dias, devido aos sinais de inchaço e estufamento decorrentes da decomposição. A partir daí, surgiu a dúvida: onde João Miguel ficou pelos 12 dias anteriores?

+ Menino desaparecido há mais de 15 dias é encontrado morto no DF

No IML, a necropsia mostrou que o corpo do garoto passou por um processo de mumificação devido à seca extrema que assola o DF há quase 6 meses. Nesse processo, o corpo perde água mais rapidamente e atrasa a decomposição.

Segundo fontes, agora é necessário um cruzamento de informações da investigação para saber a data exata que o menino foi assassinado. Pelos exames, já é possível cravar que ele não ficou em cárcere privado e pode ter morrido pouco depois do desaparecimento.

A Polícia Civil do DF já dá como certa também a participação de outras pessoas no crime. Na última sexta-feira, um carroceiro, vizinho da família de João Miguel, foi preso por suspeita de participação no homicídio. No entanto, ainda não é possível afirmar que ele seja o autor.

Durante as investigações, ficou comprovado que João Miguel estava há 3 anos sem frequentar a escola. Procurada, a Secretaria de Educação do DF ainda não se manifestou.

A delegada Bruna Eiras já ouviu mais de 20 pessoas e descarta que os pais do menino, que estão presos por outros crimes, tenham envolvimento na morte do filho.

Publicidade
Publicidade

Últimas Notícias

Publicidade