Cidades

Polícia prende oficial da Marinha da Alemanha suspeito de agredir a companheira e a enteada em SP

Agressões teriam sido iniciadas em uma casa noturna, continuaram em uma via pública e terminaram dentro do apartamento do casal

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Sofia Pilagallo, Agência SBT
29/03/2026, 22:00 • Atualizado em 29/03/2026, 23:07
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Fachada do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo | Foto: Wikipédia

Fachada do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo | Foto: Wikipédia

A polícia prendeu em flagrante, na noite de sábado (28), um oficial da Marinha da Alemanha suspeito de agredir a companheira e a enteada, ambas brasileiras. As agressões teriam sido iniciadas em uma casa noturna, continuaram em uma via pública e terminaram dentro do apartamento do casal, na Bela Vista, bairro na região central de São Paulo.

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Segundo o relato da companheira do suspeito à polícia, o casal estava em uma casa noturna quando Clemens Staffelt, por motivos fúteis, passou a agredi-la fisicamente, segurando-a pelo pescoço, sendo contido por seguranças do local. Após deixarem o estabelecimento em um carro de aplicativo, o homem voltou a agredi-la.

A vítima desembarcou, mas as agressões continuaram em via pública e, depois, no interior do apartamento, na rua Pamplona. No local, Clemens a jogou ao solo, montou sobre ela e desferiu novos golpes. Nesse momento, a filha da vítima tentou intervir e foi empurrada contra a parede, tendo sua cabeça arremessada contra a quina de uma porta.

Em meio à luta corporal com Clemens, a companheira do suspeito conseguiu se desvencilhar dele e acionar a Polícia Militar, que compareceu ao local, conteve o homem e controlou a situação. Ambas as vítimas foram socorridas ao Hospital Sírio-Libanês e, posteriormente, à delegacia.

Em sua defesa, Clemens negou ter agredido a companheira. Ele relatou que ambos ingeriram bebida alcoólica na casa noturna e, alterados, iniciaram uma discussão; então, em meio à briga, o suspeito teria apenas tampado a boca da vítima, que estaria gritando em público.

Clemens relatou ainda que, na volta para casa, a discussão continuou e, ao chegarem no imóvel, a vítima, acompanhada de um amigo, passou a agredi-lo, causando-lhe lesões no rosto e no joelho direito. Ele então teria agido em legítima defesa, empurrado ambos para longe.

Segundo a polícia, o suspeito foi devidamente comunicado da imputação que lhe é feita, dos elementos probatórios existentes e de seus direitos constitucionais. Ele informou não ter advogado para representá-lo no momento e solicitou comunicação com o Consulado Alemão.

À polícia, Clemens declarou que mantém um relacionamento com a vítima há cerca de dois anos e que eles não têm filhos juntos. Ele acrescentou que o casal mora na Alemanha, mas está atualmente de férias no Brasil.

Como denunciar violência contra a mulher

Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher;

O atendimento funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados, e está disponível também no WhatsApp pelo número (61) 9610-0180. A ligação é anônima e gratuita.

Disque 190: Polícia Militar;

Em caso de emergência, também é possível ligar para o 190 e pedir o auxílio da Polícia Militar. O atendimento telefônico é gratuito e funciona 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

Polícia Civil: Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs);

Outra opção é registrar boletim de ocorrência de forma presencial, em uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAMs) ou Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). É possível também prestar queixa em uma delegacia comum.

Quem pode denunciar?

Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia e auxiliar mulheres em situação de violência. A denúncia de conhecidos e vizinhos, por exemplo, pode fazer toda a diferença entre uma agressão e um feminicídio.

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