Cidades

Polícia Civil deflagra operação contra grupo que aplicava golpe do "falso advogado"

Fraude começava com coleta de informações em sistemas judiciais

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Guilherme Rockett
02/07/2025, 20:50 • Atualizado em 02/07/2025, 20:50
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Quadrilha usava dados de decisões judiciais para aplicar golpes. | Divulgação/Polícia Civil RS

Quadrilha usava dados de decisões judiciais para aplicar golpes. | Divulgação/Polícia Civil RS

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (2) a Operação "Falso Patrono" para desarticular um grupo criminoso que aplicava golpes se passando por advogados. A investigação levou ao cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e dezoito de busca e apreensão nos estados do Ceará, Santa Catarina e Minas Gerais.

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Coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE/DERCC), sob o comando do delegado João Vitor Herédia, a operação mira suspeitos de estelionato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Os suspeitos usavam dados de processos judiciais para enganar vítimas, principalmente em ações que envolviam precatórios, RPVs ou indenizações.

Policiais civis apreenderam documentos e celulares em ação contra quadrilha que aplicava golpes. | Divulgação/Polícia Civil - RS
Policiais civis apreenderam documentos e celulares em ação contra quadrilha que aplicava golpes. | Divulgação/Polícia Civil - RS

A fraude começava com a coleta de informações públicas em sistemas judiciais. Com os dados em mãos, os golpistas entravam em contato com as vítimas por WhatsApp ou telefone, fingindo ser advogados ou representantes de escritórios. Enviavam documentos falsos com timbres oficiais e prometiam a liberação de valores mediante pagamento antecipado de "custas processuais" ou "taxas cartorárias" via PIX, direcionado a contas de laranjas.

As abordagens eram sofisticadas, com uso de chamadas de vídeo, linguagem jurídica e mídias falsificadas para aumentar a credibilidade. A investigação começou em 2024, após advogados do Rio Grande do Sul denunciarem o uso indevido de seus nomes e dados em tentativas de fraude contra clientes.

As diligências identificaram 17 envolvidos, sendo 15 no Ceará, 1 em Santa Catarina e 1 em Minas Gerais. O principal articulador é um homem de 44 anos, natural de Fortaleza, responsável por criar os mecanismos do golpe e controlar os lucros. Os demais integrantes atuavam em áreas como tecnologia, finanças e logística.

Mais de cem policiais civis participaram da operação, que resultou na apreensão de documentos e celulares.

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