PF mira hackers que aplicaram golpe na Caixa e em prefeitura no PR para desviar R$ 6 milhões
Gerente de banco foi enganado por perfil falso de servidor; operação Private Key envolveu quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão
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Felipe Moraes
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (3), a operação Private Key, mirando organização criminosa que aplicou golpe na Caixa Econômica Federal e na Prefeitura de Telêmaco Borba, no Paraná, para desviar R$ 6 milhões de cofres públicos.
Com mais de 30 policiais, a força-tarefa de hoje cumpriu medidas contra alvos em Águas Lindas de Goiás (GO), Brasília (DF) e Santa Luzia (MG): quatro mandados de prisão, 11 de busca e apreensão e 51 de sequestro, arresto e bloqueio, além de nove de sequestro de criptoativos (MSAB).
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Gerente da Caixa enganado por perfil falso de servidor
Investigadores descobriram que criminosos usaram técnicas de hackers para criar um site falso e roubar credenciais. Assim, induziram um servidor da Prefeitura de Telêmaco Borba a dar informações sigilosas, como login e senha. Esses dados foram usados pelos suspeitos para acessar o sistema GovConta do município.
Depois, criminosos clonaram o perfil desse mesmo servidor em um aplicativo de mensagens instantâneas. A seguir, entraram em contato com o gerente da Caixa responsável pelas contas governamentais.
Enganado pelos suspeitos, o bancário acabou autorizando transferências de dinheiro para empresas de fachada, como se fossem fornecedoras da prefeitura. O valor furtado totalizou mais de R$ 6 milhões.
Para mascarar a fraude, segundo a PF, "criminosos pulverizaram esses valores em diversas contas bancárias em nome de laranjas e converteram o dinheiro em criptomoedas".
Essa divisão em múltiplas contas e carteiras de criptomoedas dificultou o rastreamento do dinheiro desviado. A PF identificou pelo menos "quatro camadas de beneficiários dos valores". Golpistas usaram o dinheiro para comprar bens de luxo e fazer viagens caras.
Investigados podem responder por crimes de furto qualificado mediante fraude, invasão de dispositivo informátivo, lavagem de capitais e organização criminosa. As penas somam, em caso de condenação, 30 anos.
PF mira hackers que aplicaram golpe na Caixa e em prefeitura no PR para desviar R$ 6 milhõesGerente de banco foi enganado por perfil falso de servidor; operação Private Key envolveu quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensãoCidades2024-04-03T15:53:27.575ZA Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (3), a operação Private Key, mirando organização criminosa que aplicou golpe na Caixa Econômica Federal e na Prefeitura de Telêmaco Borba, no Paraná, para desviar R$ 6 milhões de cofres públicos. Com mais de 30 policiais, a força-tarefa de hoje cumpriu medidas contra alvos em Águas Lindas de Goiás (GO), Brasília (DF) e Santa Luzia (MG): quatro mandados de prisão, 11 de busca e apreensão e 51 de sequestro, arresto e bloqueio, além de nove de sequestro de criptoativos (MSAB). Gerente da Caixa enganado por perfil falso de servidor Investigadores descobriram que criminosos usaram técnicas de hackers para criar um site falso e roubar credenciais. Assim, induziram um servidor da Prefeitura de Telêmaco Borba a dar informações sigilosas, como login e senha. Esses dados foram usados pelos suspeitos para acessar o sistema GovConta do município. Depois, criminosos clonaram o perfil desse mesmo servidor em um aplicativo de mensagens instantâneas. A seguir, entraram em contato com o gerente da Caixa responsável pelas contas governamentais. Enganado pelos suspeitos, o bancário acabou autorizando transferências de dinheiro para empresas de fachada, como se fossem fornecedoras da prefeitura. O valor furtado totalizou mais de R$ 6 milhões. Para mascarar a fraude, segundo a PF, "criminosos pulverizaram esses valores em diversas contas bancárias em nome de laranjas e converteram o dinheiro em criptomoedas". Essa divisão em múltiplas contas e carteiras de criptomoedas dificultou o rastreamento do dinheiro desviado. A PF identificou pelo menos "quatro camadas de beneficiários dos valores". Golpistas usaram o dinheiro para comprar bens de luxo e fazer viagens caras. Investigados podem responder por crimes de furto qualificado mediante fraude, invasão de dispositivo informátivo, lavagem de capitais e organização criminosa. As penas somam, em caso de condenação, 30 anos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/pf-mira-hackers-que-aplicaram-golpe-na-caixa-e-em-prefeitura-no-pr-para-desviar-r-6-milhoes
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