PF afirma que Brasil pode pedir extradição de empresário Ricardo Magro, que está foragido
Para investigação, ele pode estar na Espanha após fugir do Brasil para continuar com prática de crimes estruturado em organização criminosa dentro do país


Basília Rodrigues
A Polícia Federal prevê a necessidade do Brasil pedir extradição do empresário Ricardo Magro, dono do grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, acusado de fraude fiscal e fazer parte de organização criminosa, que está foragido.
Ele foi alvo da operação desta sexta-feira (17), está com mandado de prisão em aberto e foi incluído na Difusão Vermelha, lista da Interpol, por autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Magro morou nos EUA nos últimos anos e se mudou para Portugal no final de 2025. A investigação suspeita que ele esteja na Espanha.
Desde 2018, Ricardo Magro não retorna ao Brasil. A decisão ressalta que “se evadiu”, mas segue em eventos com políticos, autoridades e empresários brasileiros no exterior, inclusive com exibição pública.
Moraes acolheu pedido da PF reafirmado pela Procuradoria Geral da República (PGR), com vistas à futura extradição, sem especificar de qual país.
“A Polícia Federal representou ainda pela ‘adoção das providências operacionais necessárias à sua inclusão na lista de Difusão Vermelha (Red Notice) da Interpol, com vistas à sua localização, detenção provisória e futura extradição ao Brasil’”, escreveu o ministro.
“A medida visa buscar a repatriação de RICARDO MAGRO para o País, local no qual ele não retorna oficialmente desde 2018, conforme consulta extraída do sistema de movimentações migratórias desta Polícia Federal. Consolidado no exterior, RICARDO, como demonstrado à exaustão, pratica suas fraudes longe do território nacional e escoa o proveito dos seus lucros para o exterior, em detrimento de credores e da atividade de empresas nacionais”, explicou.









