Cidades

Pai de santo investigado por abusos sexuais no DF é procurado pela polícia

Homem estava liberdade após denúncias, mas descumpriu medida protetiva e agora é considerado foragido

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Vanessa Vitória
12/08/2025, 13:09 • Atualizado em 12/08/2025, 13:13
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Abusos investigados teriam ocorrido no terreiro e na loja de artigos religiosos do suspeito | Reprodução

Abusos investigados teriam ocorrido no terreiro e na loja de artigos religiosos do suspeito | Reprodução

Um pai de santo acusado de abusos sexuais está sendo procurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Leandro Mota Pereira, conhecido como Pai Leandro de Oxóssi, já era investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), com base em denúncias de pelo menos cinco vítimas, incluindo menores de idade, a maioria mulheres que confiavam nele como conselheiro espiritual.

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Agora, Leandro é tratado como foragido após descumprir medidas protetivas definidas pela Justiça. Ao SBT News, o delegado Hudson Maldonado, da 13ª Delegacia de Polícia do DF (Sobradinho), contou que o pai de santo se aproximou da escola onde uma das vítimas estuda no último dia 4 de agosto. Foi a direção do colégio que procurou a polícia para denunciar o fato.

"Todas as ocorrências estão concentradas na Deam. Contudo, ele descumpriu medidas protetivas em Sobradinho. Não podia se aproximar da escola onde uma das vítimas estuda e, apesar da proibição, assim o fez. O descumprimento se deu entre 12h e 13h do dia 4. Pedimos a prisão preventiva dele ao Judiciário, que expediu o mandado, com parecer favorável do Ministério Público. Leandro se encontra foragido. Qualquer informação, ligue 197, anonimato e sigilo do denunciante serão garantidos", reforçou.

De acordo com a investigação, ele se aproveitava do momento de fragilidade delas para praticar violência sexual. Os abusos teriam ocorrido no terreiro e na loja de artigos religiosos do suspeito.

Relatos de vítimas

Ao SBT Brasília, uma vítima contou como Leandro costumava agir:

"Uma noite que eu estava na casa dele, eu tive que dormir lá e ele ia me levar na escola no outro dia. E ele deitou no mesmo colchão que eu. Ele tinha consumido bebida alcoólica, isso foi logo depois de uma gira. E ele começou a chegar perto de mim, começou a passar a mão no meu corpo e falar, 'vem para debaixo do cobertor comigo'. 'Aqui na chácara, faz muito frio, se esquenta comigo, você só está com uma coberta'."

Além dos relatos de crimes sexuais registrados ano passado e em 2025, outros casos também vieram à tona. Em 2020, uma outra mulher afirmou que foi estuprada e que abusos continuaram até 2024. Ela contou que crimes se estenderam por tanto tempo porque o pai de santo ameaçava matar o filho dela.

"As ameaças, elas aconteciam não só pelo WhatsApp, né. Mas, pessoalmente também, ele chegou a ameaçar meu filho. E ele usava da espiritualidade, falando que se eu tivesse contato com alguma outra pessoa, que alguma entidade dele mataria meu filho e faria alguma coisa comigo", relatou.

De acordo com o delegado Maldonado, antes de descumprir a medida e se aproximar de uma das vítimas, o pai de santo esteve na delegacia para registrar ocorrência de difamação e calúnia contra elas. Também alegou que estava sendo ameaçado por populares que ficaram sabendo do caso.

À época, Leandro postou uma nota na página da rede social do terreiro, se pronunciando sobre as acusações:

"O pai ainda não foi chamado pra depor na delegacia, se colocou à disposição e está com provas pra desmentir cada história. A casa e o pai Leandro estão sendo atacados na internet sem ele ao menos ter tido a chance de se defender", disse.

"Gente, peço que analisem tudo com frieza, observem desde o primeiro dia a postura do pai quando receberam vocês aqui na casa, a postura dos guias quando vocês precisaram conversar com eles. Lembre-se que o pai tem esposa e filhos pequenos, que estão sendo ameaçados", finalizou.

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