Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O delegado Hugo Alcântara, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), encerrou a investigação sem indiciamento e recomendou o arquivamento do inquérito. A defesa da família da menina afirmou que a morte foi resultado de negligência e omissão (veja posicionamento abaixo).
Alice morreu após uma penteadeira cair sobre ela na brinquedoteca do CEV Colégio, escola particular em Teresina. Segundo a escola, a menina estava deitada ao lado do móvel, quando outra criança foi embaixo dele para brincar.
De acordo com o relatório da polícia, não houve dolo nem negligência intencional por parte dos envolvidos. Segundo o documento, o ambiente onde ocorreu o acidente foi classificado como “inidôneo” e “não preservado”, já que houve limpeza e reorganização dos objetos após o fato. No entanto, os peritos destacaram que não houve má-fé ou tentativa de fraudar a investigação.
"Não visualizamos conduta dolosa no sentido de levar a erro o perito através da limpeza do espaço, o que afasta a incidência de fraude processual", aponta o relatório.
O laudo cadavérico, as imagens das câmeras de segurança, depoimentos e perícias complementares serviram de base para o relatório da Polícia Civil.
O que mostrou a perícia
O laudo técnico revelou que a penteadeira, em sua posição normal, era estável, mas apresentava instabilidade quando puxada para trás.
Imagens mostraram que outra criança interagiu com o móvel duas vezes antes do acidente, sem que ele tombasse. Apenas na terceira interação, o móvel caiu sobre Alice.
O documento conclui que as imagens registradas cobrem todo o intervalo entre os momentos anteriores ao acidente e o trabalho da perícia, reforçando a ausência de tentativa de ocultar fatos.
O que diz a família de Alice Brasil
A defesa da família da menina criticou o resultado do inquérito e afirmou que o caso não deve ser tratado como acidental. Para a advogada, o caso foi resultado de negligência e omissão.
"A verdade não é atípica, a omissão não é acidental, e a justiça por Alice Brasil não será arquivada, no que depender de nós", declarou a advogada Arielly Pacífico.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a advogada afirmou que o laudo confirma que o móvel não estava fixado, apesar de ser pesado e instável, e que havia apenas uma cuidadora para cinco crianças no momento do acidente.
"A penteadeira estava encostada em outro brinquedo, o que criou uma espécie de alavanca de tombamento. Qualquer toque imprimindo força faria o móvel cair. Isso é negligência estrutural, omissão e falha na vigilância, não destino", destacou.
Morte de criança atingida por penteadeira na escola foi acidental, conclui PolíciaAlice Brasil, de 4 anos, estava deitada no chão quando móvel caiu sobre ela; defesa da família afirma que "omissão não é acidental"Cidades2025-10-11T13:06:59.870ZA Polícia Civil do Piauí concluiu que a , no dia 5 de agosto, foi acidental e sem indícios de crime. O delegado Hugo Alcântara, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), encerrou a investigação sem indiciamento e recomendou o arquivamento do inquérito. A defesa da família da menina afirmou que a morte foi resultado de negligência e omissão (veja posicionamento abaixo). Alice morreu após uma penteadeira cair sobre ela na brinquedoteca do CEV Colégio, escola particular em Teresina. Segundo a escola, a menina estava deitada ao lado do móvel, quando outra criança foi embaixo dele para brincar. De acordo com o relatório da polícia, não houve dolo nem negligência intencional por parte dos envolvidos. Segundo o documento, o ambiente onde ocorreu o acidente foi classificado como “inidôneo” e “não preservado”, já que houve limpeza e reorganização dos objetos após o fato. No entanto, os peritos destacaram que não houve má-fé ou tentativa de fraudar a investigação. "Não visualizamos conduta dolosa no sentido de levar a erro o perito através da limpeza do espaço, o que afasta a incidência de fraude processual", aponta o relatório. O laudo cadavérico, as imagens das câmeras de segurança, depoimentos e perícias complementares serviram de base para o relatório da Polícia Civil. O que mostrou a perícia O laudo técnico revelou que a penteadeira, em sua posição normal, era estável, mas apresentava instabilidade quando puxada para trás. Imagens mostraram que outra criança interagiu com o móvel duas vezes antes do acidente, sem que ele tombasse. Apenas na terceira interação, o móvel caiu sobre Alice. O documento conclui que as imagens registradas cobrem todo o intervalo entre os momentos anteriores ao acidente e o trabalho da perícia, reforçando a ausência de tentativa de ocultar fatos. O que diz a família de Alice Brasil A defesa da família da menina criticou o resultado do inquérito e afirmou que o caso não deve ser tratado como acidental. Para a advogada, o caso foi resultado de negligência e omissão. "A verdade não é atípica, a omissão não é acidental, e a justiça por Alice Brasil não será arquivada, no que depender de nós", declarou a advogada Arielly Pacífico. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a advogada afirmou que o laudo confirma que o móvel não estava fixado, apesar de ser pesado e instável, e que havia apenas uma cuidadora para cinco crianças no momento do acidente. "A penteadeira estava encostada em outro brinquedo, o que criou uma espécie de alavanca de tombamento. Qualquer toque imprimindo força faria o móvel cair. Isso é negligência estrutural, omissão e falha na vigilância, não destino", destacou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/morte-de-crianca-atingida-por-penteadeira-na-escola-foi-acidental-conclui-policia