Cidades

Médico é preso por suspeita de envenenar esposa em Ribeirão Preto (SP); sogra dela também foi detida

Larissa Talle Leôncio Rodrigues, de 37 anos, morreu envenenada com chumbinho em março deste ano; Polícia pediu exumação do corpo de irmã do suspeito

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Emanuelle Menezes
07/05/2025, 15:02 • Atualizado em 07/05/2025, 15:02
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O médico Luiz Antonio Garnica, de 38 anos, foi preso nesta terça-feira (6) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, por suspeita de envolvimento na morte da mulher dele, a professora de pilates Larissa Talle Leôncio Rodrigues, ocorrida em março. A sogra dela, Elizabete Arrabaça, também foi detida por suposta participação no crime.

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De acordo com a Polícia Civil, o laudo toxicológico no corpo de Larissa apontou que ela foi envenenada com chumbinho. Até o momento, os investigadores não descobriram como o veneno foi comprado e administrado, mas, segundo o delegado Fernando Bravo, uma testemunha relatou que a mãe de Luiz Antonio teria ligado, dias antes do crime, perguntando sobre a substância e pedindo indicação de onde comprá-la.

"Nós conseguimos encontrar uma testemunha que relatou que a sogra estava procurando o chumbinho para comprar, aproximadamente 15 dias antes da morte. Então isso nos trouxe uma segurança de que ela, juntamente com o filho, matou a Larissa", disse Bravo.
Larissa descobriu traição do marido dias antes de morrer | Reprodução
Larissa descobriu traição do marido dias antes de morrer | Reprodução

A vítima, de 37 anos, havia descoberto uma relação extraconjugal do marido, segundo a investigação. De acordo com o delegado, o comportamento do médico no apartamento onde a professora foi encontrada morta chamou a atenção das autoridades. Ele tentava limpar o local, como se quisesse se desfazer de provas antes da perícia, disse Bravo.

Em 22 de março, o médico afirmou aos policiais que chegou ao apartamento do casal, no bairro Jardim Botânico, e estranhou quando chamou pela esposa, mas ela não respondeu. Depois de procurá-la pelos cômodos, a encontrou caída no banheiro. O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e constatou a morte da mulher no local.

A sogra foi a última pessoa a ver Larissa com vida, um dia antes da professora de pilates ser encontrada morta. Em depoimento à polícia, Elizabete afirmou que esteve no apartamento por volta das 21h do dia 21, a pedido de Larissa. Ao ser presa, a mãe de Luiz Antonio negou participação no crime.

Luiz Antonio havia dito para a esposa que estava de plantão na noite do dia 21, mas, em depoimento à polícia, a amante do médico afirmou que eles foram ao cinema e depois dormiram na casa dela. Luiz teria saído do local por volta das 9h do dia 22 e, cerca de 1h30 depois, mandou uma mensagem dizendo que Larissa estava morta e que não sabia o que fazer.

"Ele foi no dia anterior para o cinema, com a amante, então isso daí há indicativos de que ele estava preparando uma álibi, é essa leitura que a gente faz no momento", disse o delegado.

A amante do médico também é investigada no caso. O celular dela foi apreendido pela polícia na semana passada. Segundo Bravo, quando o mandado de busca e apreensão foi cumprido, a mulher foi encontrada no apartamento em que Luiz vivia com Larissa, o que causou surpresa aos agentes.

A defesa de Luiz Antonio afirmou que não teve acesso ao mandado de prisão, mas declarou que ele é inocente. O advogado de Elizabete Arrabaça não se manifestou.

Luiz Antonio Garnica e a mãe, Elizabete Arrabaça | Reprodução
Luiz Antonio Garnica e a mãe, Elizabete Arrabaça | Reprodução

Morte de irmã também será investigada

O delegado Fernando Bravo confirmou, em entrevista para a imprensa, que vai pedir a exumação do corpo de Nathalia Garnica, de 42 anos. Irmã do médico, ela morreu em fevereiro e, inicialmente, a causa da morte foi registrada como um infarto.

Agora, a Polícia Civil investiga se ela também foi envenenada, já que as duas mortes aconteceram de forma semelhante. A mãe dela, Elizabete, estava no local da morte da filha.

"Um mês antes, mais ou menos, da morte da Larissa, teve a morte da irmã do Luiz. Nós vamos instaurar o inquérito policial e vamos pedir a exumação do corpo para mandar isso para o exame toxicológico e verificar, esclarecer se realmente a irmã foi envenenada", afirmou.
Nathalia Garnica, de 42 anos, morreu em fevereiro | Reprodução
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